O otimismo regressou aos mercados acionistas depois da apresentação de um projeto de acordo de paz no Médio Oriente, ainda frágil, que tem como objetivo a reabertura do Estreito de Ormuz. Embora o acordo ainda tenha de ser formalizado e assinado, a sua primeira consequência económica foi a queda do preço do petróleo (-7,9%). O fim do conflito poderá, assim, contribuir para reduzir a inflação sem obrigar os bancos centrais a proceder a várias subidas das taxas de juro.
O S&P 500 ganhou 0,9%, enquanto o Stoxx Europe 600 avançou 0,4%, com Frankfurt em destaque com uma subida de 1,4%.
Na Europa, o setor financeiro valorizou 2,2% e o setor industrial ganhou 1,9%. A Kion Group progrediu 12,3%, a MTU Aero Engines subiu 6,7% e a Airbus 5,7%.
Por sua vez, a Schneider (+9%) fixou um novo máximo histórico. Nas financeiras, o BCP disparou 8,9%, o ING Group subiu 7,7% e o Santander avançou 7%.
As tecnológicas ganharam 4,2%, apesar do segmento de software continuar sob pressão. O Nasdaq Composite subiu 2,4%. O setor dos semicondutores fechou em terreno positivo, com um ganho de 7,7%.
A Apple (+2,4%), muito dependente da TSMC, poderá passar a colaborar com a Intel (+7,6%) para produzir os seus chips nos Estados Unidos.
O setor automóvel europeu recuou 5,7%, penalizado pela revisão em baixa das perspetivas financeiras da BMW (-10,5%). A Volkswagen (-9%) reforçou o seu plano de redução de custos.
Por fim, o setor energético também caiu 4,2%, penalizado pela descida do preço do petróleo. Em contrapartida, esta evolução favoreceu o transporte aéreo (+3,4%).
Lisboa em alta ligeira
Apesar da forte subida do BCP (+8,9%), que ultrapassou a barreira do 1 euro pela primeira vez desde julho de 2015, a praça nacional ganhou apenas 0,1% na semana passada, um valor abaixo das suas congéneres europeias.
De facto, além do BCP, da REN (+1,7%), CTT (+0,4%) e EDP Renováveis (+0,3%), todas as outras ações nacionais acompanhadas pela DECO PROteste Investe fecharam em queda.
Numa semana pouco fértil em notícias empresariais, realce para a correção de 7,5% da Semapa, em parte devido ao ajuste técnico do pagamento do dividendo.
Do lado das quedas, destaque ainda para a Ibersol (-3,6%), para a NOS (-3,1%) e para a Galp Energia (-3,1%), que foi penalizada pelo recuo do preço do petróleo, que chegou a negociar abaixo dos 80 dólares durante a semana.
Números da semana
+14,9%
Na sua primeira semana completa de negociação, a SpaceX liderou os ganhos com uma subida de 14,9%. Ainda assim, e não colocando em causa o sucesso do IPO, a ação fechou a semana 8,3% abaixo do máximo de terça-feira.
3,75%
Como se previa, o Banco de Inglaterra deixou a sua taxa de juros diretora inalterada nos 3,75% e reviu em baixa as suas previsões para a inflação. Na frente política, o primeiro-ministro britânico demitiu-se esta segunda-feira. A bolsa de Londres perdeu 1% na semana.
Top subidas
SpaceX +14,9%
Toromont +14,1%
Kino Group +12,3%
Schneider Electric +9,0%
BCP +8,9%
Top descidas
Accenture -24,8%BMW-10,5%
ArcelorMittal -9,3%
Teva Pharma -9,1%
Aperam -9,0%
A semana em números
Principais Bolsas:
Europa Stoxx 600 +0,4%
EUA S&P 500 +0,9%
EUA Nasdaq +2,4%
Lisboa PSI +0,1%
Frankfurt DAX +1,4%
Londres FTSE 100 -1,0%
Tóquio NIKKEI 225 +7,9%
Variação das cotações entre 12/6/26 a 19/6/26, em moeda local.