A Polónia mantém um ritmo de crescimento económico superior ao de muitos países europeus, apoiada pelo investimento e pela recuperação dos fundos europeus. A combinação de crescimento robusto, avaliações atrativas e estabilidade económica reforça o interesse dos investidores pelo mercado polaco.
A economia polaca registou um excelente segundo trimestre. O PIB cresceu 0,9% face ao trimestre anterior e de 3,8% em termos homólogos. Estes resultados evidenciam uma aceleração da atividade económica, impulsionada pelo investimento. Este compensou amplamente o ligeiro abrandamento observado no consumo das famílias.
Fundos europeus impulsionam uma nova vaga de investimento
Durante vários anos, parte dos fundos europeus esteve congelada devido às tensões entre Bruxelas e Varsóvia relacionadas com o Estado de direito e a separação de poderes. Agora, a situação melhorou significativamente com a chegada de Donald Tusk ao poder.
As relações com as instituições europeias normalizaram-se e os financiamentos europeus voltaram a estar acessíveis. A retoma destes fluxos financeiros apoia o investimento público e incentiva igualmente as empresas privadas a avançarem com novos projetos.
Inflação sobe, mas impacto permanece controlado
A taxa de inflação subiu para 3% em julho, face a 2,5% em junho, um nível considerado ligeiramente elevado pelas autoridades monetárias.
Esta subida é, contudo, amplamente explicada por fatores técnicos. A taxa de IVA, que tinha sido temporariamente reduzida para atenuar o impacto da subida dos preços da energia e apoiar o poder de compra das famílias, regressou ao nível normal, contribuindo mecanicamente para a aceleração da inflação.
Após um primeiro semestre sólido, a Polónia parece bem posicionada para enfrentar uma segunda metade do ano igualmente favorável. A conjuntura económica continua a ser sustentada por investimentos dinâmicos e por uma política monetária estável nos próximos meses.
Polónia consolida-se como uma das maiores economias da União Europeia
O reforço da importância da Polónia insere-se numa tendência de longo prazo. Em 2025, a Polónia tornou-se a sexta maior economia da União Europeia, representando cerca de 5% do conjunto da economia europeia.
Esta progressão reflete a transformação contínua da economia polaca e o reforço dos seus fundamentos. Para os investidores que procuram uma economia europeia que combine crescimento, estabilidade e potencial de desenvolvimento, a Polónia merece particular atenção.
Consideramos que faz parte dos mercados mais atrativos do continente e deverá continuar a ganhar relevância nos próximos anos.
Bolsa de Varsóvia continua atrativa apesar da forte valorização
Mesmo após uma valorização de perto de 40% nos últimos doze meses, a bolsa de Varsóvia permanece relativamente atrativa.
O rácio cotação/lucros esperados é de apenas 11,2, idêntico à sua média histórica. Face à média europeia (14,6) está igualmente em níveis mais interessantes.
As boas perspetivas de crescimento económico da Polónia continuarão a suportar os lucros das empresas, nomeadamente as financeiras, que têm maior peso na bolsa.
Naturalmente, também como o baixo PER releva, Varsóvia não é um mercado tecnológico. Este último conta com a conhecida CD Projekt (videojogos: Witcher, Cyberpunk 2077), mas pesa apenas 5%.
Se o elevado crescimento não é o trunfo, permite uma boa diversificação para uma carteira já provavelmente muito exposta às grandes tecnológicas.
Como investir na Polónia através de um ETF
Pode investir na bolsa de Varsóvia através do ETF acumulativo:
iShares MSCI Poland UCITS ETF USD (Acc)
Código ISIN: IE00B4M7GH52; Ticker: IBCJ – Xetra)
TER: 0,74%
As principais ações deste ETF são PKO Bank Polski, ORLEN, Bank Pekao, KGHM e Allegro. O setor financeiro é o mais importante com quase 50% do índice, seguido pela energia com 17%.