Nem sempre é fácil orientar-se quando seleciona os ETF. Por um lado, existem milhares de produtos e, por outro, as suas designações podem desorientar o investidor menos familiarizado.
Pela positiva, o nome de um ETF contém inúmeras informações sobre a sua composição e objetivos, funcionando como um verdadeiro bilhete de identidade. No nome é possível encontrar 7 tipos de informação relevante:
1. Nome da gestora
O nome (Amundi, Vanguard, Invesco…) ou a denominação comercial utilizada pela entidade gestora, como iShares da BlackRock ou Xtrackers do Deutsche Bank.
2. Índice de referência
Ao contrário dos fundos, os ETF estão quase sempre associados a um índice de referência. Esse índice indica se o ETF investe em ações, obrigações, nos Estados Unidos, no Japão, na zona euro ou nos mercados emergentes… O ETF pode igualmente estar focado num índice de um setor, como a energia, imobiliário ou ainda em índices mais personalizados em temas como a Inteligência Artificial. Outros índices combinam vários ativos no mesmo ETF (multiativo, mistos).
3. Gama do ETF
Em certos casos é identificada ainda a gama. Por exemplo, a gama com custos mais baixos como os ETF Core iShares da BlackRock ou Prime da Amundi. A informação pode igualmente refletir uma estratégia específica, como ESG, Smart Beta.
4. Estrutura jurídica
A indicação ETF (Exchange Traded Fund) distingue-os dos “parentes” menos regulamentados. Há os ETN (Exchange-Traded Note) que não detêm os ativos subjacentes). Existem também ETC (Exchange-Traded Commodity) que podem estar fisicamente ligados a uma matéria-prima ou replicados através de contratos de futuros. Os ETF incluem a menção UCITS quando cumprem as normas de diversificação (entre outras) definidas pela regulamentação europeia.
5. Moeda
A divisa no nome do ETF é indicada com o respetivo código ISO, como USD para dólar norte-americano, EUR para euro ou GBP para libra esterlina. Trata-se da moeda usada para a contabilidade do ETF e não indica as divisas onde está investida a carteira do ETF. Quando a designação inclui igualmente a letra H (hedged), o ETF realiza cobertura sistemática do risco cambial face à moeda referida.
6. Replicação
A designação do ETF pode ainda indicar se detém fisicamente o ativo subjacente (Physical no caso dos ETC das matérias-primas). O ETF pode igualmente replicar o índice apenas através de contratos financeiros. Estes ETF sintéticos (Swap - instrumento utilizado na replicação) são sobretudo frequentes nos produtos dedicados a mercados emergentes.
7. Política de rendimentos
As ações e as obrigações detidas pelo ETF originam o pagamento de dividendos ou cupões. Estes fluxos podem ser distribuídos regularmente ao investidor (D, Dist ou Distributing) ou reinvestidos automaticamente na carteira do ETF (A, Acc ou Accumulating).
Os nomes dos ETF são tão numerosos que seria impossível elaborar uma lista completa. Porém, com estes 7 pontos, a designação dos ETF já não guarda segredos. Estará apto a decifrar a esmagadora maioria dos ETF negociados.
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