ETF: 5 melhores em fevereiro
A volatilidade dos mercados dificulta o desempenho dos ETF
A volatilidade dos mercados dificulta o desempenho dos ETF
Considerando a evolução no mês de fevereiro e até dia 5 de março, o panorama dos ETF de ações é ainda globalmente positivo.
Os ganhos das semanas anteriores permitiram mais do que absorver as perdas mais recentes. Em média, os ETF de ações globais ganharam 1,1% neste período. Impulsionadas pela apreciação do dólar dos EUA, que cumpriu o seu papel de refúgio, os ETF dedicados às obrigações globais avançaram 1,8%.
Em seguida destacamos 5 ETF de ações entre os que mais ganharam desde o início de fevereiro.
Depois de meses com a cotação em torno dos 60 dólares, o barril de petróleo está agora acima dos 80 dólares. No gás, o aumento ainda é superior. São boas notícias para as grandes petrolíferas e para os ETF dedicados ao setor da energia.
No entanto, se a crise no Golfo Pérsico não se prolongar, o mercado petrolífero terá de regressar a uma realidade menos favorável. Com efeito, após os aumentos de produção da OPEP+, a oferta de crude tem estado um pouco acima de procura mundial o que penalizou os preços nos meses que antecederam a guerra. A longo prazo, as perspetivas do setor permanecem pouco interessantes.
As “terras raras” e outros minerais críticos são uma preocupação para Washington, na luta pela hegemonia global com a China. Por isso, o Governo dos EUA tem até investido diretamente em empresas do setor e criado programas de compra de minérios (preços mínimos) para fomentar a extração em solo americano.
A China, que domina boa parte do setor, incluindo a refinação, irá igualmente continuar a proteger as suas empresas. Esta luta é favorável para as perspetivas do setor, mas a volatilidade das cotações permanece muito elevada.
VanEck Rare Earth Strategic Metals
O metal dourado, considerado valor de refúgio, também teria a ganhar com a guerra do Médio Oriente. No entanto, o ouro já sofreu uma valorização substancial desde finais de 2023 e a sua cotação tem estado particularmente volátil.
Apesar da crise, está agora a cerca de 300 dólares do recente máximo histórico. Mesmo assim, é uma benesse para as empresas mineiras e para as respetivas cotações.
Consideramos que o investimento em ETC (ETF de ouro físico) é uma melhor opção para o ouro, desde que limitada a 5% da carteira. Com efeito, as cotações das mineiras são muito voláteis quando se pretende um “valor seguro”.
O mercado acionista de Seul mais do que duplicou de valor num ano. Este fenómeno assenta na euforia com a Inteligência Artificial e os semicondutores, onde as empresas sul-coreanas Samsung Electronics e a SK Hynix são o expoente local.
A valorização foi tão acentuada que os ganhos apenas ficaram beliscados com uma queda de 8% e outra de 12% em duas sessões seguidas da bolsa (e um ganho de 10% na seguinte). Por isso, este ETF ainda ganhou 9,2% em fevereiro (até 5 de março).
A severa reação da bolsa de Seul explica-se também porque a Coreia do Sul será um dos países mais afetados pelo fecho de Ormuz. Atualmente, não recomendamos a aposta neste mercado acionista.
As empresas de serviços públicos (utilities) estavam a lucrar com uma rotação setorial das bolsas. Os investidores retiravam parte dos ganhos das tecnológicas para aplicar em setores mais defensivos e previsíveis. Esta mudança devolveu algum atrativo aos ETF de utilities.
Agora, a guerra no Médio Oriente tornou a situação menos clara. Se a inflação subir e levar os bancos centrais a aumentar as taxas de juro, as empresas de serviços públicos, tipicamente mais endividadas pelos pesados investimentos, enfrentarão mais desafios. Entre as utilities, o subsetor da água continua a ser o mais atrativo.