A Jerónimo Martins anunciou lucros de 0,14 euros por ação no primeiro trimestre, mais 52,4% face ao período homólogo e em linha com o previsto.
Na base deste aumento está a melhoria do desempenho operacional de todas as marcas do grupo, que beneficiou ainda do facto de o ano passado ter sido marcado por uma maior severidade pandémica.
A Jerónimo Martins anunciou lucros de 0,14 euros por ação no primeiro trimestre, mais 52,4% face ao período homólogo e em linha com o previsto.
Na base deste aumento está a melhoria do desempenho operacional de todas as marcas do grupo, que beneficiou ainda do facto de o ano passado ter sido marcado por uma maior severidade pandémica.
O volume de negócios cresceu 15,2%, graças também ao aumento da inflação, tendo sido estimulado pela atividade da Biedronka na Polónia (+13,4%; gera 70% do total), que beneficiou do facto de a guerra na Ucrânia ter gerado picos de volume em alguns produtos.
Em Portugal, as vendas do Pingo Doce subiram 6% e as do Recheio 31,6%, graças à revitalização do canal HoReCa e ao aumento do turismo. Por fim, na Colômbia, a Ara cresceu 61,2%, mas só representa 7% do total.
Já o EBITDA do grupo progrediu 15,5%. A nível financeiro, o resultado estabilizou e a dívida líquida caiu 9% face há um ano.
Apesar da solidez financeira da Jerónimo Martins, a degradação da situação económica irá pressionar os resultados. Por um lado, a inflação e a subida das taxas de juro terão efeitos negativos no consumo. Por outro, é difícil repercutir nos preços de venda todos os aumentos do custo dos produtos alimentares, da energia e transportes.
Mantemos a previsão de lucros por ação de 0,77 euros em 2022 e 0,82 em 2023.
O nosso conselho
Os resultados do trimestre foram bons, mas a degradação do clima económico deverá afetar a rentabilidade. Ainda assim, a Jerónimo Martins é uma empresa sólida e está bem posicionada no mercado.
Cotação à data da análise: 21,12 euros