Depósitos a prazo ou Certificados de aforro: onde investir?
A nova parceria com o Haitong Bank traz vantagens para os subscritores.
A nova parceria com o Haitong Bank traz vantagens para os subscritores.
Taxa de juro, inflação e impostos. Não são a "santíssima trindade", mas são a chave para saber se as suas poupanças crescem, de facto, em termos reais. A rentabilidade determina quanto rendem as suas poupanças, enquanto a inflação revela a perda do poder de compra.
Já o imposto de 28% é quanto o Estado retira ao rendimento gerado pelo depósito. Um pequeno exemplo: entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a taxa de juro média diminuiu de 2,16% para 1,36 por cento.
Entretanto, o Banco de Portugal reviu em alta a taxa de inflação e estimou-a em 2,2%, para 2025. Ou seja, o custo de vida aumentou mais do que a valorização média das poupanças. Este cenário deverá manter-se em 2026, ano para o qual está prevista uma inflação de 2,1 por cento.
Assim, supondo que aplica 10 mil euros num depósito a 12 meses à taxa de juro média do final de 2025 (1,36% brutos, 0,98% líquidos), irá receber 98 euros de juros líquidos, enquanto os preços na economia subiram, em média, 210 euros. Ou seja, ano após ano, o valor das suas poupanças irá encolher. A taxa líquida que obtém fica sempre a léguas da inflação esperada.
Na prática, o depósito a prazo servirá mais para proteger as suas poupanças do que para ganhar dinheiro. Ainda assim, apesar das taxas baixas, os portugueses continuam a eleger os depósitos bancários como o seu principal produto financeiro. Preferem jogar pelo seguro em vez de arriscar.
A falta de alternativas a isso obriga, pois, além dos títulos de dívida do Estado, as opções de capital garantido são escassas, pelo menos no curto prazo. Segundo o Banco de Portugal, no final de 2025, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes somava a bela quantia de 201 mil milhões de euros, mais 8,3 mil milhões de euros do que no final de 2024.
Em 2025, o montante de novas operações de depósitos a prazo de particulares totalizou 144,3 mil milhões de euros, mais 14,7 mil milhões de euros do que em 2024. Trata-se do valor anual mais elevado desde o início da série, em 2003. A diminuição da remuneração média dizimou, no entanto, as contas em todos os prazos.
Nos novos depósitos até um ano, a taxa de juro média desceu de 2,17%, em dezembro de 2024, para 1,36%, em dezembro de 2025. Um duro golpe para estes depósitos que representam 95% do montante total de novas operações.
As contas de 1 a 2 anos, que correspondem a uma ínfima parte do total (4%), também não foram poupadas aos cortes: a remuneração média desceu de 1,73%, em dezembro de 2024, para 1,33% em dezembro de 2025. Os novos depósitos com prazo superior a dois anos diminuíram de 1,26 para 1,13 por cento.
Como é habitual, no início de cada mês, a DECO PROteste Investe consulta os preçários dos bancos para atualizar o comparador de depósitos. A conclusão é a mesma dos últimos meses: encontrar um produto de capital garantido que iguale ou supere a inflação é quase como procurar uma agulha num palheiro.
Nos 25 bancos que acompanhamos, apenas encontrámos um depósito promocional que vence a inflação. Exclusivo para novos clientes, rende 2,2% líquidos a 3 meses no Banco BiG. Escusa de ter ilusões sobre remunerações "generosas" nos prazos de 6, 12 e 24 meses, porque não existem.
O dinheiro que aplicar em depósitos irá perder valor! A única solução para minimizar o efeito negativo da inflação é não se acomodar ao que lhe oferece o seu banco habitual e optar pelas melhores taxas do mercado. Estas são geralmente oferecidas em bancos pequenos, online, estrangeiros e, muitas vezes, em contas promocionais exclusivas para novos montantes ou novos clientes.
Este mês, fizemos uma parceria com o Haitong Bank, para disponibilizar depósitos a 3, 6 e 12 meses com condições mais vantajosas que beneficiam os subscritores da DECO PROteste Investe. As taxas de juro brutas variam entre 2,4% e 2,7 por cento. A bonificação é de 0,1 por cento.
No caso de ser subscritor das restantes publicações da DECO PROteste, esta bonificação é de 0,05% sobre a taxa normal (entre 2,35% e 2,65 por cento). A parceria aplica-se a depósitos a prazo mobilizáveis e não mobilizáveis, nos três prazos, com vantagem para os não mobilizáveis, que apresentam a taxa mais alta. O montante mínimo é de 2500 euros.
A curta distância do Haitong Bank, segue o BAI Europa, que reviu em baixa as taxas de juro. A 6 meses oferece 2,55 e 2,6 por cento. Apesar do corte, mantemos com esta instituição a parceria.
Ao abrir conta, deve referir a sua condição de subscritor DECO PROteste para ter acesso aos depósitos. Já no prazo de 12 meses, a descida das remunerações leva-nos a retirar o título de Escolha Acertada ao Banco BAI Europa.
No prazo de dois anos, o Bison Bank é o mais generoso: o DP Bison Rendimento Premium rende 2,5% brutos, ou seja, 1,8 líquidos. Porém, o valor mínimo necessário é 25 mil euros. Bem mais exige o Banco Finantia para o Depósito a Prazo Visão – 50 mil euros –, não sendo, por isso, Escolha Acertada. Se tem uma quantia mais modesta, recomendamos o Depósito a Prazo HB Sem mobilização, do Haitong Bank, que oferece 2,3% (1,7% líquidos).
Em fevereiro, a taxa de juro bruta para novas subscrições de Certificados de Aforro, da série F, caiu novamente, tendo sido fixada em 2,031 por cento. Ou seja, em termos líquidos, estes títulos do Estado rendem 1,5%, abaixo da inflação estimada e também dos melhores depósitos a prazo. Em resumo, também não é com este produto da dívida que garante uma valorização real das poupanças.
No entanto, se tem as séries mais antigas, o cenário é bem diferente: as séries A, B, D e E rendem, como pode confirmar ao lado, entre 2,3% e 3,2% líquidos, consoante o ano de subscrição. Estas, sim, garantem um rendimento acima da inflação estimada. Assim, se tem alguma destas séries, deve mantê-la.
As taxas de juro deverão permanecer mais ou menos estáveis nos próximos meses, dado que já não são esperados mais cortes na taxa diretora pelo BCE. Supondo que a taxa atual se mantém nos próximos cinco anos, obtém um rendimento anual líquido de 1,5%, já considerando os prémios de permanência.
Nas mesmas condições, mas supondo que aplica por 15 anos, obtém um rendimento anual líquido de 2,03 por cento. Pode simular o rendimento para prazos de 1 a 15 anos na calculadora de Certificados de Aforro.
A inflação corrói o poder de compra e compromete o valor real das poupanças.
1.Olhe para a taxa real, não apenas para a taxa anunciada Se a taxa líquida não supera a inflação, o depósito nem sequer serve para manter o valor real do dinheiro.
2.Aproveite depósitos promocionais Há bancos a oferecer taxas mais altas a novos clientes, novos montantes, ou campanhas promocionais.
3.Reinvista os juros sempre que possível Juros compostos ajudam a reduzir perdas reais, em especial em depósitos que renovam automaticamente.
4.Use depósitos, sobretudo, como fundo de emergência Diversifique as restantes poupanças por outros produtos financeiros, como fundos e ETF.
Siga as recomendações da DECO PROteste Investe e consulte com frequência o comparador de depósitos.