A maioria da oferta em Portugal está circunscrita às empresas e fechada à subscrição individual. Os fundos de pensões não serão, também por isso, o primeiro produto de poupança a vir à cabeça de quem queira precaver a reforma.
Mais ainda quando são confundidos com PPR – um produto com uma popularidade enorme, graças aos benefícios fiscais, e com uma flexibilidade muito superior nas condições de movimentação.
Não é, portanto, de estranhar que o peso dos fundos de pensões – ainda que tenha crescido, no último ano, por via das contribuições – seja residual, sobretudo quando comparado com outros países europeus. É preciso incentivar a participação das empresas nestes produtos, para que mais trabalhadores beneficiem de um complemento à pensão de reforma.
Ainda a penalizar a adesão aos fundos de pensões está a dificuldade em encontrar-se informação clara e estruturada, por exemplo, sobre rendimentos passados e comissões cobradas.
Dados que a DECO PROteste Investe há muito reivindica que o regulador do setor – a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões – torne públicos, em prol de um consumidor mais informado e esclarecido, mas também de um mercado mais transparente e concorrencial. Mas nem tudo vai mal no reino dos fundos de pensões.
A seu favor estão as rentabilidades médias de 2025 (5,5%), e que superaram a dos PPR em todas as categorias (5,2 por cento). Números que talvez o persuadam a acrescentar este tipo de produto à sua estratégia para a reforma, sobretudo se souber que pode ambicionar mais – as três recomendações dos especialistas da DECO PROteste Investe renderam entre 11,4% e 13,3%, em 2025. Convencido?
Editorial de Filipa Rendo na Carteira 1222
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