Fundos PPR: novembro cinzento
Os PPR da Golden SGF destacam-se nas três categorias de risco
Os PPR da Golden SGF destacam-se nas três categorias de risco
O penúltimo mês de 2025 revelou-se sombrio, tendo os principais índices bolsistas norte-americanos registado um tímido desempenho e as yields das obrigações descido.
Também os mercados emergentes sofreram quedas. Deste lado do Atlântico, o sol brilhou timidamente. As yields da obrigações subiram e o Eurostoxx50 fechou o mês levemente positivo.
Em resumo, de um modo global, novembro não foi um mês particularmente interessante para os fundos de ações, nem de obrigações, sobretudo norte-americanas, que têm, por regra, maior peso nas carteiras. Este cenário contribuiu para que a maioria dos fundos PPR – quer defensivos, quer agressivos – registassem, no mês passado, um desempenho próximo de zero.
Da análise mensal da DECO PROteste Investe constam mais de 80 PPR sob a forma de fundo. Estão divididos em três classes, consoante o perfil de risco: defensivos, neutros e agressivos. No nosso comprador, encontra os 10 melhores de cada categoria, com um histórico de, pelo menos, cinco anos.
Quanto aos restantes fundos, pode consultá-los online na DECO PROteste Investe. Em novembro, devido à desvalorização das obrigações norte-americanas, os fundos PPR defensivos, que aplicam até 25% em ações, perderam, em média, 0,3 por cento. O desempenho foi, no entanto, muito díspar: o BPI Vida PPR caiu 9,4%, enquanto o PPR SGF Poupança Garantida valorizou 2,4 por cento.
Na categoria de risco intermédio – entre 25% e 50% em ações –, a performance foi neutra. Uma vez mais, foi um fundo da Golden SGF que se destacou nos ganhos: o PPR Golden SGF Poupança Equilibrada subiu 2,4 por cento.
As perdas mais elevadas do mês foram registadas na classe dos fundos PPR mais agressivos, ou seja, que investem mais de 50% em ações. Em média, perderam 0,3%, mas o PPR Golden SGF Poupança Dinâmica conseguiu ganhar 3,2%, em novembro.
Na reta final de 2025, o leque de recomendações foi alargado, com a entrada de duas novas Escolhas Acertadas: o PPR Golden SGF Poupança Equilibrada, na categoria de risco intermédio, superou o Alves Ribeiro PPR, que se manteve inabalável na liderança durante anos – a distância que os separa em termos de rendimento nos últimos cinco anos não é significativa: 4,1% versus 3,4%, respetivamente.
Por enquanto, mantêm-se os dois no pódio, já que não podemos ignorar o desempenho estável ao longo de anos do PPR do Banco Invest. Os subscritores da DECO PROteste Investe beneficiam de condições vantajosas, entre elas um prémio anual de 0,2% que acresce à rentabilidade do fundo, ao abrigo do protocolo com este banco.
O segundo eleito, desta vez, na categoria dos que aplicam maioritariamente em ações, é o PPR Golden SGF Poupança Dinâmica, que, nos últimos cinco anos, proporcionou 8,2% ao ano. De salientar o desempenho, nos últimos 12 meses, período durante o qual valorizou 22,5 por cento.
É inegável que o M3 Investimento PPR apresenta o melhor rendimento anual dos últimos cinco anos (9,2%), mas as comissões máximas de 5%, quer na subscrição quer no resgate, são demasiado elevadas e podem penalizar significativamente a rentabilidade final.
O PPR Save & Grow, da Casa de Investimentos, tem a segunda melhor performance – 9% ao ano, nos últimos cinco anos –, mas exige um montante mínimo de 250 000 euros, não sendo acessível à maior parte dos investidores. Essa é a razão pela qual este fundo "classe founders" não é Escolha Acertada.
A "classe prime", que replica a carteira do "founders", exige um mínimo de subscrição bem mais baixo, de 1000 euros. Contudo, ainda não tem cinco anos de histórico, razão pela qual não aparece na tabela.
Na classe dos PPR defensivos, mantemos o PPR SGF Poupança Conservadora como recomendação. Este fundo não investe mais de 10% em ações, tendo conseguido uma valorização de 10,7%, no último ano, e 3,6% ao ano nos últimos cinco.
O tempo é o maior aliado dos planos de poupança-reforma – quanto mais cedo subscrever, maior será o efeito multiplicador da poupança. É a magia da capitalização.
O segundo aspeto importante nessa multiplicação é o rendimento gerado a cada ano. Os PPR não são todos iguais e é fundamental escolher sempre os melhores produtos.
Tudo aponta para que 2025 terminou positivo para a maioria dos fundos PPR, especialmente os que mais investem em ações: são mais voláteis, mas mais rentáveis a longo praz – o que se pretende quando ainda se está longe da reforma.
Com o final do ano e o subsídio de Natal, foi a derradeira oportunidade para subscrever e usufruir dos benefícios fiscais (entre 300 e 400 euros, consoante a idade), abatendo o IRS a pagar ou elevando o reembolso.
O Lusitania Poupança Reforma PPR continua a ser o plano recomendado para quem não abdica de ter o capital garantido, ou já conta pelos dedos das mãos os anos que distam da reforma. Este PPR tem a vantagem de proporcionar um rendimento mínimo – 2% em 2025. No ano passado, rendeu 2,4% brutos. Se descontar a comissão de gestão, rende 1,6 por cento.
De salientar que os seguros PPR têm apresentado um rendimento baixo, abaixo da inflação, pelo que recomendamos o seguro como forma de acautelar a poupança acumulada ao longo da vida, mas não é a melhor forma de rentabilizar se ainda está distante da reforma.
No caso de subscrever ao abrigo do nosso protocolo, está isento das comissões de subscrição e resgate. Já a comissão de gestão, que é a remuneração da seguradora pela gestão do fundo (1,2% ao ano), terá sempre de suportar.
Além disso, os subscritores DECO PROteste Investe beneficiam de um prémio de fidelização anual de 0,1%, aplicados sobre o saldo médio anual, nos primeiros cinco anos do contrato.