Inflação em Portugal acelera para 3,3%
De acordo com os números do INE, os preços no consumidor mantiveram-se estáveis em agosto de 2026. Porém, quando comparados com os preços em agosto de 2025 (taxa de inflação homóloga), o aumento atinge 3,3%.
Ao mesmo tempo, a medida de inflação que é utilizada para determinar o aumento máximo anual das rendas ficou em 2,56%. Trata-se da taxa média de evolução dos preços (excluindo habitação) nos últimos doze meses.
Como será calculado o aumento das rendas em 2027
Uma taxa de 2,56% significa que os proprietários vão poder atualizar as rendas com o coeficiente de 1,0256. Por exemplo, uma renda de 1000 euros em 2026 poderá aumentar até 1025,60 euros a partir de janeiro de 2027.
Esta é o aumento máximo, mas os proprietários não são obrigados a aplicar a totalidade deste valor.
O histórico recente das atualizações das rendas
Este coeficiente implicaria um aumento de 5,43% das rendas em 2023. Contudo, nesse ano, o Governo decretou um travão ao aumento e o coeficiente ficou limitado a 2%.
Para 2024, o coeficiente significava uma atualização de 6,94% das rendas. Um valor também significativo, mas ao contrário de 2023, não houve limitação excecional.
Em seguida, 2025 ficou marcado por uma atualização de 2,16% das rendas. Em 2026, o aumento atingiu 2,24%.
O que significam estes valores para quem investe em imobiliário
Quando se trata de novos contratos de arrendamento, o mercado não se rege pelo coeficiente. Este é apenas aplicável aos contratos existentes.
As novas rendas têm subido de forma bastante mais acentuada, embora num ritmo inferior ao do preço dos imóveis.
Se pretende comprar imóveis para arrendamento, o modelo da DECO PROteste Investe incorpora vários fatores (incluindo o nível de rendas) e indica as freguesias e tipologias onde poderá encontrar as melhores oportunidades de compra.
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