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Tudo sobre ETF

Os exchange traded funds têm muito em comum com os fundos de investimento, mas são negociados em bolsa.

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    Segurança, rendimento e risco dos ETFs Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

    Sem garantias 

    Os ETF, tal como os fundos de investimento tradicionais, não garantem rentabilidades nem o reembolso do capital investido. O nível de risco de não reaver a totalidade do dinheiro investido, devido à oscilação do valor dos títulos, depende das características dos títulos e dos mercados financeiros em que os ETF investem. Por exemplo, um ETF relativo a um índice de ações emergentes é mais arriscado do que um ETF dedicado a um índice de obrigações de países ocidentais.

    Para que os investidores possam negociar os ETF a qualquer momento, as sociedades gestoras contratam entidades que colocam ordens permanentes de compra e de venda em bolsa. Por isso, opte por ETF com mais transacionados para garantir uma maior eficácia na formação das cotações (menor diferença entre os preços oferecidos e o valor da carteira do ETF). As plataformas de negociação online dos intermediários normalmente permitem aceder a esta informação.

    Mais-valias e dividendos

    O valor de um ETF depende da cotação das ações, obrigações, ou outros produtos, que compõem a sua carteira. Estes, por seu turno, oscilam ao sabor dos mercados. Não há garantia de rendimento nem de capital. Quando o mercado onde o ETF aposta está em alta, o seu valor (cotação) aumenta. Se o investidor vendê-lo nessa altura, obtém uma mais-valia, ou seja, um ganho que corresponde (se não houver custos) à diferença entre o preço da venda e o preço da compra. 

    No entanto, onde há subidas também pode haver descidas. Em períodos negativos dos mercados, os títulos em que o ETF aposta podem desvalorizar, o que se traduz por uma queda da respetiva cotação e do valor da carteira do investidor. 

    Além das mais-valias, o rendimento global de um ETF também deve considerar eventuais distribuições de dividendos. Trata-se de dinheiro que não é incorporado na cotação do ETF mas que é entregue ao investidor.

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    Custos associados aos ETFs Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

    Comissão de negociação

    O investidor tem de suportar as comissões de intermediação, cobradas pela instituição financeira (banco ou corretora) onde é dada a ordem de compra ou venda do ETF. Estas comissões são normalmente de dois tipos: fixas ou em percentagem do montante negociado (cotação x quantidade). Neste último caso, é normal existir também um valor mínimo para a comissão cobrada. Em regra, o custo deverá ficar entre os 5 e os 14 euros no caso de comprar os ETF na bolsa de Lisboa e nas restantes praças Euronext. Noutros mercados (nomeadamente Frankfurt ou Londres), será mais provável que os intermediários cobrem acima destes valores. 

    Sobre o pagamento de dividendos

    Muitos ETF distribuem, periodicamente, rendimentos aos investidores (dividendos). O pagamento é feito por intermédio da instituição (banco, corretora) onde os títulos estão depositados, a qual cobra uma taxa por esse serviço. Geralmente, consiste numa percentagem sobre o montante de dividendos a distribuir e é sujeita, quase sempre, a um valor mínimo. 

    Guarda dos títulos

    À semelhança das ações, os ETF ficam depositados numa conta-títulos no banco ou corretora. Grande parte das instituições cobra periodicamente (trimestral, semestral ou anualmente) aos clientes uma comissão por este serviço de guarda dos títulos. 

    Custo de gestão

    Como o ETF é um fundo de investimento, tem igualmente uma comissão de gestão, que remunera a entidade gestora. Essa comissão variável corresponde a uma percentagem do capital investido. O custo não é cobrado diretamente ao investidor, mas retirado do património do ETF impactando na respetiva cotação. Dada a gestão passiva dos ETF, esta comissão tende a ser bastante inferior à cobrado pelos fundos tradicionais. 

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    Como negociar ETFs? Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
    Uma vez selecionado o ETF, o passo seguinte é transmitir a ordem. Aqui também funciona como se fosse uma compra de ações. O investidor tem de recorrer aos serviços de uma corretora ou banco que ofereça a possibilidade de negociar ETF.
     
    Se tiver conta num desses intermediários financeiros, o passo seguinte é “encontrar” outrem, em bolsa, que esteja interessado em vender o ETF que pretende comprar. As quantidades oferecidas e os preços podem ser visualizados na chamada profundidade de mercado. A grande maioria dos ETF assegura sempre preços de venda e de compra, pelo que não terá dificuldade na transação.
     

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    O que são ETFs? Há 2 anos - segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

    Os ETF são fundos de investimento negociados na bolsa como as ações. Nos fundos tradicionais, as gestoras escolhem a composição da carteira com base na política de investimento definida. Nos ETF, a respetiva carteira é uma cópia de um índice bolsista. É denominada gestão passiva.

    A grande maioria dos ETF centra-se na replicação de índices de ações, mas também existem produtos dedicados às obrigações, matérias-primas e taxas de câmbio.

    Com os ETF, os investidores podem estar expostos a um determinado mercado ou setor de forma mais direta, pois a cotação do ETF deverá acompanhar muito de perto evolução do índice subjacente (exemplos: PSI-20, DAX, S&P 500, MSCI World, etc.). A réplica não será perfeita, uma vez que um índice é um produto teórico enquanto o investimento em ETF implica vários tipos de custos.

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