Apesar de poderem oferecer retornos atrativos no longo prazo, os ETF exigem disciplina para lidar com oscilações e escolher soluções adequadas.
Registe-se para descobrir os melhores ETF globais.
O que é um ETF de ações globais e como funciona na prática
Existe um tipo de investimento simples, diversificado e que exige pouca intervenção do investidor, sendo ideal para iniciantes. Trata-se dos ETF de ações globais, através dos quais é possível investir simultaneamente em milhares de empresas espalhadas pelo mundo, beneficiando da diversificação geográfica e setorial.
De facto, um único ETF global permite beneficiar do desempenho das grandes bolsas mundiais e obter ganhos atrativos a longo prazo sem ter de se preocupar com a gestão da carteira.
Diversificados, simples de negociar a custos reduzidos, registaram rentabilidades médias anuais muito superiores a outros ativos.
Porque os ETF globais se destacam no longo prazo
Com retornos médios anuais atrativos, estes instrumentos conquistaram um lugar de destaque nas carteiras dos investidores. Desde 1990, o índice MSCI World conseguiu um retorno médio de 9,5% ao ano.
Se quer atingir um rendimento próximo deste desempenho do mercado acionista, um ETF é a melhor forma de implementar uma estratégia a longo prazo de buy & hold (comprar e manter), sem dedicar muito tempo à tarefa. Não precisa de se preocupar com a escolha dos ativos. Apenas tem de selecionar (bem) o ETF.
Como desvantagem, não pode escolher as empresas nem definir a repartição dos diferentes mercados de ações. Esse papel cabe à entidade gestora, sendo determinado pela composição do índice subjacente no caso dos ETF.
Diversificação num só produto: setores e geografias
Nos ETF de ações globais fica com uma exposição diversificada aos mercados acionistas de países desenvolvidos. Estes ETF têm tipicamente carteiras com várias centenas ou milhares de empresas diferentes.
Em termos setoriais, a tecnologia domina, mas há uma exposição a todos os setores de atividade, incluindo energia, cuidados de saúde, bens de consumo, entre outros.
Nas geografias, a diversificação é um pouco menor, sendo que tipicamente cerca de 70% da carteira destes ETF globais está alocada às bolsas norte-americanas. O elevado peso dos Estados Unidos é um reflexo do seu domínio nas tecnologias de ponta, como a inteligência artificial. Ainda assim, há ações europeias, nipónicas, etc.
6 ETF globais UCITS em euros: opções bem classificadas
Existe uma oferta bastante ampla de ETF dedicados ao mercado global de ações. Destacamos seis produtos com avaliação de “Excelente” segundo o indicador DECO PROteste Investe nesta categoria.
Selecionámos ETF de grandes gestoras globais, com acumulação de rendimentos, cotados em euros e de direito europeu (UCITS).
Qualquer um destes seis ETF é uma opção interessante para começar a investir e a beneficiar do potencial de valorização dos mercados financeiros.
INVESCO GLOBAL ACTIVE ESG EQUITY UCITS ETF ACC
CÓDIGO ISIN IE00BJQRDN15
Rentabilidade média 5 anos: 14,3%
TER 0,30%
VANGUARD FTSE DEVELOPED WORLD UCITS ETF USD A
CÓDIGO ISIN IE00BK5BQV03
Rentabilidade média 5 anos: 11,8%
TER 0,12%
ISHARES CORE MSCI WORLD UCITS ETF USD (ACC)
CÓDIGO ISIN IE00B4L5Y983
Rentabilidade média 5 anos: 11,7%
TER 0,20%
STATE STREET SPDR MSCI WORLD UCITS ETF ACC
CÓDIGO ISIN IE00BFY0GT14
Rentabilidade média 5 anos: 11,8%
TER 0,12%
XTRACKERS MSCI WORLD UCITS ETF 1C
CÓDIGO ISIN IE00BJ0KDQ92
Rentabilidade média 5 anos: 11,7%
TER 0,12%
JPM GLOBAL RESEARCH ENHANCED INDEX EQUITY ACTIVE UCITS ETF USD A
CÓDIGO ISIN IE00BF4G6Y48
Rentabilidade média 5 anos: 12,1%
TER 0,23%
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Volatilidade e quedas: o que esperar em anos maus (e como reagir)
Apesar do resultado assinalável de 9,5% ao ano, a média esconde fortes oscilações para as quais o investidor deve estar preparado.
O fim da bolha da Internet provocou uma queda de 31% em 2002. Já a grande crise financeira gerou um rombo de 37% em 2008. Mais recentemente, o surto inflacionista e a subida das taxas de juro levaram a uma desvalorização de 12%, em 2022.
Houve igualmente anos de ganhos bastante elevados: em 2005, o mercado global disparou 27%; em 2019, ganhou 31%; e em 2024 avançou 27%.
Apenas nos últimos 10 anos, o valor do mercado acionista global mais do que triplicou, atingindo uma rentabilidade média anual de 13,4%.
Horizonte mínimo e objetivos: quando faz sentido (e quando não) investir
Não é possível garantir que as próximas décadas serão tão favoráveis, mas é bastante provável que a rentabilidade média permaneça em níveis atrativos.
Como sempre, haverá anos com desvalorizações acentuadas nas bolsas. Nesses momentos, terá de manter a disciplina e não ceder ao pânico. Caso contrário, a vantagem do investimento a longo prazo desmorona-se.
Tem de estar preparado para manter o investimento por, pelo menos, cinco anos. Se prevê que vai precisar do dinheiro daqui a um par de anos (comprar casa, reformar-se, entre outros), não aplique as poupanças em produtos cujo valor oscile com as bolsas. Pode ter de vender num momento menos favorável dos mercados.
Como complementar a carteira: obrigações, high yield e emergentes
Um ETF de ações globais é a melhor opção para a grande maioria dos investidores”, mas, depois de já ter o cerne da carteira constituída, pode complementá-lo com outros mercados.
- ETF de mercados de obrigações soberanas para diminuir o risco total da carteira
- ETF de mercados de obrigações high yield, para potenciar o rendimento da carteira e um risco inferior aos dos mercados de ações.
- ETF de países emergentes, ou ETF de ações setoriais ou temáticas.
- Outra hipótese mais simples é aplicar num único produto diversificado por ETF de vários mercados e ativos (ações e obrigações), como o fundo DECO PROteste Carteira Global.
5 regras essenciais para investir melhor
Para garantir mais sucesso, tenha em conta estas dicas:
1 - Longo prazo
Invista apenas o dinheiro que não prevê necessitar a curto prazo, e só depois de constituir um fundo de emergência para despesas imprevistas.
2 -Diversificação
De início, escolha somente ETF muito diversificados, como os que investem nas principais bolsas mundiais.
3 - Custos
Escolha um banco ou corretora com comissões mais reduzidas.
4 - Acumulação
Opte por ETF acumulativo, que reinvestem os ganhos, de forma a potenciar o efeito dos juros compostos.
5 – Câmbio
Sempre que possível compre ETF cotados em euros para evitar custos de conversão.