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O ano 2026 tem permitido uma boa valorização à bolsa portuguesa.

Publicado em: 22 setembro 2026
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Autor: Adelino Gonçalves

Calendário de resultados do 3º trimestre 2026

A nova época de divulgação de resultados das cotadas nacionais começa com a Navigator a 22 de outubro.

Calendário resultados 3º trimestre 2026


Empresa Data
THE NAVIGATOR 22/out
GALP 26/out
JERÓNIMO MARTINS 28/out
BCP 28/out
CORTICEIRA AMORIM 02/nov
CTT 03/nov
NOS 03/nov
SEMAPA 04/nov
EDP RENOVÁVEIS 05/nov
EDP 06/nov
REN 12/nov
MOTA-ENGIL 18/nov
ALTRI 19/nov
IBERSOL 27/nov
SONAE n.d
TEIXEIRA DUARTE n.d
Notas: A Sonae ainda não divulgou a data e a Teixeira Duarte não divulga resultados trimestrais.

 

Como está a evoluir a bolsa portuguesa em 2026?

A bolsa de Lisboa regista uma valorização de 15,5% (fecho de 18/09) desde o início do ano. A análise às variações individuais das empresas revela um cenário dividido entre fortes valorizações e alguns valores negativos. 

Do lado positivo, a Galp Energia lidera os ganhos com um desempenho muito forte, registando uma subida de 49,6% em 2026. A NOS (+34%) e o BCP (+31,2%) também se destacam das suas congéneres. Dentro das empresas que tiveram ganhos relevantes, a Sonae (+27,8%) e a EDP (+22,8%) apresentam retornos acima dos 20%. 

Num patamar de desempenho positivo, mas mais moderado em comparação com as que mais cresceram, a REN (+10,6%), a EDP Renováveis (+6,4%) e a Corticeira Amorim (5,7%) apresentam valorizações sólidas. Logo abaixo, encontram-se a Altri (+4,9%) e a Navigator (+3,4%), e a Ibersol (+2,6%), com ganhos mais modestos. A Mota-Engil tem recuperado terreno, contudo, continua apenas ligeiramente positiva em 2026, com uma subida de 1,4%.

Do lado negativo, as quedas são poucas, mas algumas são significativas, como o caso dos CTT (-14,3%), que regista a queda mais acentuada. A Jerónimo Martins (-12,9%) também tem sido pressionada, devido ao abrandamento do crescimento na Polónia, o seu principal mercado. A Semapa foi a que, dentro das ações perdedoras, teve uma queda menor, ao recuar apenas 0,5%.

Quais são os principais riscos para a bolsa de Lisboa?

O mercado acionista português é pequeno, concentrado e muito dependente de poucas empresas de grande peso — sobretudo energia, retalho alimentar e banca. 

O ano 2026 tem permitido uma boa valorização à bolsa portuguesa e é plausível que o índice PSI possa fechar o ano em alta, dada a boa subida acumulada até agora. 

Contudo, é previsível que até ao final do ano haja alguma volatilidade e que os ganhos (a existirem) possam ser mais moderados e menos contínuos, até porque o contexto é de subida das taxas de juro.

Quais são as perspetivas para a economia portuguesa e para as empresas cotadas?

O Banco de Portugal estima para 2026 um crescimento económico do PIB nacional de 1,8%, acima dos 0,8% da média europeia. 

A Fitch (agência de rating) prevê que a economia portuguesa cresça 2,1% em 2026 e cerca de 1,9% ao ano em 2027 e 2028. A agência espera ainda que Portugal continue a crescer acima da média da zona euro. 

Esta diferença é relevante para as empresas mais expostas à economia nacional, embora uma parte significativa das maiores cotadas também tenha atividade internacional e esteja, por isso, igualmente dependente da evolução de outros mercados.

 

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