Lucros da Mota-Engil sobem 9% em 2025
2025 para a Mota-Engil foi marcado por forte atividade internacional e pela aposta em projetos de maior rentabilidade
2025 para a Mota-Engil foi marcado por forte atividade internacional e pela aposta em projetos de maior rentabilidade
O volume de negócios totalizou 5,3 mil milhões de euros, representando uma redução de cerca de 11% face ao ano anterior, explicada sobretudo pela conclusão de grandes projetos no México – nomeadamente o Tren Maya – e por atrasos na consignação de novos projetos em Portugal e no México. Apesar disso, a empresa conseguiu compensar parcialmente esta queda com um crescimento robusto em África e no negócio de Ambiente.
O EBITDA atingiu 979 milhões de euros, um aumento de 4% em termos homólogos, com a margem EBITDA a subir para 18%, três pontos percentuais acima do registado em 2024. Esta evolução demonstra a melhoria estrutural da rentabilidade do grupo e a capacidade de geração de caixa num contexto de forte investimento em projetos de longo prazo.
O plano estratégico apresentado no passado dia 11 de março assenta em três pilares: crescer o volume de negócios (V.N) pelo menos 10% ao ano até 2030, ultrapassando nesse ano os 9 mil milhões de euros; manter a margem de EBITDA acima de 18%, superando 1,6 mil milhões de euros em 2030; e alcançar, também nesse ano, um lucro de cerca de 4% do V.N, equivalente a cerca de 360 milhões de euros.
Apesar de um plano aparentemente sólido, o mercado reagiu negativamente na semana seguinte, penalizando a ação em cerca de 7%, possivelmente refletindo reações de curto prazo devido ao recente processo contra a empresa movido pela Muddy Waters em relação às declarações do CEO da Mota-Engil.
A administração acredita que o contexto geopolítico adverso atual pode ser favorável para a empresa. A Mota-Engil propôs um dividendo bruto de 0,173 euros por ação no que diz respeito aos resultados de 2025. Revemos ligeiramente em baixa as nossas estimativas dos lucros por ação em 2026 para 0,46 euros (antes 0,52) e prevemos um lucro de 0,53 euros por ação em 2027. Mantenha a ação em carteira.