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Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
A IBM sofre o impacto potencial da IA
A IA levou a cotação da IBM a cair 13% numa única sessão. O que fazer às ações?
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A empresa Anthropic apresentou uma nova ferramenta, denominada “Claude Code”, capaz de automatizar uma tarefa que tradicionalmente mobilizava equipas numerosas de consultores. Trata-se da modernização do COBOL, uma histórica linguagem de programação, mas que serve de base aos mainframes (computadores centrais) da IBM, amplamente utilizados em bancos, seguradoras e na administração pública.
Até agora, a atualização de sistemas baseados em COBOL exigia anos de trabalho. As novas soluções de inteligência artificial, como a da Anthropic, prometem reduzir os prazos para alguns trimestres e executar uma parte significativa do trabalho de forma automatizada.
O impacto potencial da IA não se limita à consultoria. Se uma solução de inteligência artificial conseguir converter, em larga escala, código antigo para linguagens modernas como Java ou Python, muitas empresas poderão optar por abandonar os mainframes da IBM e migrar diretamente para soluções de cloud.
Este cenário expõe fragilidades no modelo de negócio da IBM. A empresa gera uma parte relevante das receitas em software e consultoria, áreas particularmente expostas à atual vaga de inteligência artificial generativa.
A atividade de infraestruturas, que inclui os computadores centrais (mainframes), também é diretamente visada por esta evolução tecnológica.
Num contexto em que a cotação da IBM já duplicou nos últimos cinco anos e apresenta rácios de avaliação exigentes, o risco de correção é ainda mais evidente. Perante este novo enquadramento, alteramos o conselho de manter para vender.