Paccar, Société Générale, Swatch
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Os relógios suíços têm agora tarifas mais sustentáveis
Autor: Análise da equipa internacional de analistas da Euroconsumers
Os relógios suíços têm agora tarifas mais sustentáveis
Paccar
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2025 foi complicado para o construtor norte-americano de veículos pesados. Nos primeiros nove meses do ano, o volume de negócios dos camiões caiu 17,4% e o lucro líquido recuou 36%.
A política tarifária da administração Trump criou um elevado grau de incerteza económica para os gestores de frotas de pesados, que adotaram uma postura prudente nas encomendas. A subida dos preços do aço e do alumínio também penalizou a rentabilidade da Paccar.
Estimamos que 2026 seja um pouco melhor. A resiliência da economia norte-americana deverá traduzir-se num aumento das vendas de veículos pesados. No entanto, não prevemos uma subida acentuada do mercado, nem do volume de negócios.
Os clientes da Paccar continuam a privilegiar a substituição de veículos em detrimento do aumento das capacidades de transporte. Por outro lado, a Paccar poderá beneficiar de algumas das medidas protecionistas da administração Trump.
Foram ativados direitos aduaneiros até 25% sobre camiões, autocarros e peças importadas, invocando a “segurança nacional” industrial. Segundo a Paccar, 90% dos veículos pesados vendidos nos Estados Unidos são fabricados localmente, o que dará um impulso ao grupo face à concorrência estrangeira.
Como as tarifas penalizam alguns concorrentes importadores, permitirá à Paccar ganhar quota de mercado e defender melhor os preços. Revimos em baixa as previsões de lucro por ação para 4,7 dólares em 2025 (antes 5) e para 5,3 dólares em 2026 (antes 6,3). Ainda assim, a ação mantém-se interessante.
A cotação recuperou desde meados de novembro, antecipando uma procura ligeiramente mais sólida nos Estados Unidos. Contudo: o mercado de camiões não deverá conhecer uma forte recuperação em 2026.
Société Générale
Manter
2025 marcou a recuperação da cotação da Société Générale após vários anos difíceis. O posicionamento mais arriscado da Société Générale, face ao BNP Paribas e ao Crédit Agricole em França, ou ao Santander em Espanha, bem como a volatilidade dos lucros daí resultante, suscitaram preocupações sobre a estabilidade dos resultados e do dividendo.
Em 2025, a Société Générale dissipou grande parte destas apreensões ao demonstrar que os esforços desenvolvidos pela nova administração estão a produzir resultados.
Nos três primeiros trimestres, os custos recuaram 1,9%, enquanto as receitas cresceram 3%, excluindo as alienações de atividades. No final do terceiro trimestre de 2025, os custos representaram 61% do volume de negócios, face a 63,3% no período homólogo, quando o objetivo para o final de 2025 era situar-se abaixo de 65%.
A Société Générale encontra-se, assim, claramente adiantada face às metas definidas. A administração aponta agora para um rácio de 60% no final de 2026, com a continuação das medidas de redução de custos.
Um balanço sólido, a trajetória descendente dos custos e o crescimento do volume de negócios permitem finalmente à administração reforçar a remuneração dos acionistas, sob a forma de dividendos e de compra de ações próprias.
O montante total corresponde agora a 50% do lucro, face a um objetivo anterior aquém de 50%. Esta evolução foi particularmente bem acolhida pelos investidores nos últimos meses.
A Société Générale coloca a tónica na simplificação da carteira de negócios, através do desinvestimento em atividades pouco rentáveis, do recentramento da banca de retalho em França e da racionalização das atividades de mercado.
Esta evolução é acompanhada por uma redução dos custos e por um aumento da remuneração dos acionistas, fatores que voltam a atrair os investidores. Ainda é cedo para vender.
Swatch
Manter
Passou-se dos receios de um bloqueio do mercado norte-americano devido aos direitos aduaneiros para tarifas mais sustentáveis aplicáveis aos relógios suíços.
Embora as vendas nos Estados Unidos tenham sido penalizadas, em grande medida pelo escoamento de stocks, surgiram sinais de estabilização na China, ainda que com elevada prudência.
A Swatch procura dinamizar o mercado através de edições limitadas e responde às críticas de grandes investidores relativamente à sua gestão. Em Itália, o grupo encontra-se sob escrutínio da autoridade da concorrência devido a práticas de preços.
Será necessário aguardar cerca de um mês para obter mais esclarecimentos. Para já, o nosso conselho não se altera: manter.