A Novabase comunicou ao mercado, na semana passada, uma atualização trimestral da sua atividade. Sem sobressaltos, a tecnológica apresentou para os 9 meses um crescimento de 11% no volume de negócios year-on-year, para 113,8 milhões de euros, mantendo praticamente inalterada a sua diversidade relativamente ao volume de negócios gerado fora de Portugal (58% do total) e a exposição a clientes Top Tier (89%), ou seja, a empresas com receitas superiores a 1 milhão de euros.
Por ramo de negócio, também comparativamente ao período homólogo, a Next-Gen aumentou em 7% o volume de negócios para 81,9 milhões de euros. Quanto ao negócio de Value Portfolio, o volume de negócios cresceu 24% para 31,9 milhões de euros.
A empresa tecnológica continua a lidar bem com a dificuldade existente no setor em captar e reter trabalhadores qualificados. Aumentou a sua base de talento em 14% em relação ao mesmo período do ano passado e atingiu os 2095 colaboradores.
Estes números são positivos mas estão ligeiramente abaixo daquilo que esperávamos aquando da nossa análise aos resultados semestrais da Novabase e apesar da informação contida neste “trading update” ser algo reduzida consideramos provável que o lucro por ação no final do ano seja 1 cêntimo inferior ao que prevíamos. Estimamos agora 0,28 euros por ação (0,29 euros antes) para 2022 e 0,30 euros por ação em 2023.
Apesar disso, estes dados foram mais positivos do que esperado pelo mercado nos últimos dias/semanas, e consequentemente a cotação da Novabase até subiu 5% no dia seguinte à publicação do “trading update” para os 4,33 euros por ação.
O nosso conselho
Grande parte da atividade da Novabase é na Europa, uma geografia com forte probabilidade de entrar em recessão no próximo ano. Mesmo que essa recessão se venha a verificar não se deverá fazer sentir de forma severa na atividade da Novabase e a empresa continua a ser uma boa aposta a longo prazo. Mantemos o nosso conselho de compra.
Cotação à data da análise: 4,28 euros