Apesar do crescimento da sua atividade, o lucro semestral da GreenVolt “só” subiu 17%, para os 0,01 euros por ação, devido ao agravamento do resultado financeiro, natural face ao investimento em curso, e ao aumento dos interesses minoritários.
A nível operacional, as receitas cresceram 170% e o EBITDA mais do que triplicou, graças ao desempenho das centrais de biomassa e ao investimento na geração distribuída e nas energias eólica e solar.
Já no terceiro trimestre, a GreenVolt fez um aumento de capital (encaixe de 100 milhões de euros) e concretizou a primeira venda de ativos eólicos e solares na Polónia, duas operações que permitirão acelerar o crescimento e controlar a dívida.
A aposta na energia eólica e solar, onde o grupo já tem um pipeline de 6,7 GW, está de acordo com a estratégia europeia de acelerar o processo de transição energética e permitirá um bom crescimento futuro.
Apesar da subida das taxas de juro ser um fator de pressão, a política de rotação de ativos do grupo é uma boa forma de ajudar a financiar o crescimento previsto.
Perante os números do primeiro semestre e dado o aumento do número de ações, prevemos agora lucros por ação de 0,19 euros em 2022 e de 0,35 euros em 2023.
O nosso conselho
Os resultados não foram tão fortes como o previsto, mas deverão melhorar bastante no segundo semestre e as perspetivas para o setor e para a empresa continuam favoráveis, apesar da conjuntura económica mais adversa.
Cotação à data da análise: 7,50 euros