A Galp teve lucros de 1,25 euros por ação até setembro, face a perdas de 0,12 euros em igual período de 2021. Mesmo sem o efeito contabilístico muito volátil da valorização dos stocks e sem fatores não recorrentes, o lucro subiu 86% para 0,74 euros.
O terceiro trimestre foi mais fraco do que o segundo a nível da rentabilidade operacional devido à queda da margem de refinação. O EBITDA recorrente subiu 73% até setembro, a beneficiar da forte subida do preço do petróleo (+55%), que estimulou o lucro do segmento Upstream. As restantes divisões também registaram melhorias, com realce para a Industrial & Energy Management, graças à subida da margem de refinação face a 2021. A nível financeiro, a boa geração de cash flow permitiu baixar a dívida líquida em 11%.
A entrada de um novo CEO no início de 2023 não alterará a estratégia do grupo de apostar na transição energética e, entretanto, a conjuntura favorável do setor petrolífero permite à Galp gerar liquidez para investir nas energias limpas e remunerar os acionistas.
Subimos as previsões de lucros por ação de 1,40 para 1,47 euros (com efeito stock) em 2022 e de 1,11 para 1,17 em 2023.
O nosso conselho
As perspetivas a longo prazo são mais incertas devido à tendência de abandono gradual dos combustíveis fósseis. Mas, a boa solidez do grupo permite-lhe ter os meios necessários para investir no processo de transição.
Cotação à data da análise: 10,21 euros