A NOS obteve um lucro semestral de 0,17 euros por ação, uma subida de 15,5% comparativamente ao ano anterior e um pouco acima das previsões. Na base dos bons resultados estiveram as melhorias registadas quer a nível operacional quer a nível financeiro.
As receitas subiram 9,4%, alicerçadas no crescimento das telecomunicações (+7,3%), sobretudo no segmento empresarial e no número de serviços móveis subscritos por particulares, mas também na forte recuperação das vendas de bilhetes de cinema após os confinamentos resultantes da pandemia. Ainda assim, a rentabilidade operacional diminuiu (margem passou de 45,2% para 43,4%), devido ao aumento dos custos (roaming, aluguer de circuitos, energia…), pelo que o EBITDA cresceu “apenas” 5,1%.
A nível financeiro, o resultado melhorou 51,6% devido à maior contribuição das empresas associadas. A dívida líquida aumentou 6,7%, devido ao pagamento do dividendo, mas deverá voltar a baixar graças à geração de liquidez e ao encaixe com as vendas de torres neste semestre.
Num mercado já maduro, a subida da receita média por cliente é um bom indicador. Em contrapartida, o risco de entrada de novos operadores, com a chegada do 5G, é um fator de pressão.
Subimos a previsão de lucros por ação, de 0,29 para 0,30 euros, em 2022, mas mantemos a de 2023 nos 0,28 euros.
O nosso conselho
Apesar da solidez da NOS e da melhoria dos resultados, o potencial de valorização do título não é muito alto dada a maturidade do mercado nacional de telecomunicações. Mas o elevado dividendo é um bom atributo da ação.
Cotação à data da análise: 3,74 euros