O lucro trimestral da REN subiu 32,6%, para os 0,009 euros por ação, em linha com o previsto. Dado que a empresa opta por contabilizar a totalidade da CESE (Contribuição Extraordinária para o Setor Energético) no primeiro trimestre, neste período o lucro é mais baixo.
Na base da melhoria dos resultados está a subida de 3,5% do EBITDA, resultante do bom desempenho do negócio, tanto em Portugal como no Chile.
No mercado nacional, a subida dos proveitos oriunda do novo modelo de remuneração do segmento da eletricidade para o período 2022-2025 e a subida da remuneração no gás, mais do que compensou o aumento dos custos com energia.
No Chile, a REN beneficiou sobretudo do aumento das receitas da Transemel e da Electrogas.
A nível financeiro, o resultado melhorou 12,2%, graças à queda de 17,6% da dívida líquida face há um ano e a diferenças cambiais mais favoráveis, apesar do custo médio da dívida ter subido ligeiramente.
Numa altura de maior aversão ao risco, a cotação da REN tem progredido, graças ao baixo risco da sua atividade. A subida das taxas de juro faz subir o custo da dívida do grupo, mas aumenta a taxa de remuneração dos ativos da REN. Por isso, mantemos a estimativa de um lucro por ação de 0,15 euros em 2022, mas subimo-la de 0,15 para 0,16 em 2023.
O nosso conselho
Apesar de ser um título cujo crescimento está limitado pela natureza da sua atividade, a baixa volatilidade dos resultados e a estabilidade do dividendo e da cotação são trunfos importantes na atual conjuntura de incerteza. É uma boa ação para diversificar a sua carteira.
Cotação à data da análise: 2,90 euros