A NOS teve um lucro trimestral de 0,08 euros por ação, mais 34,6% face a igual período de 2021. Na base da subida está o crescimento acentuado das receitas (+10,6%), suportadas pela recuperação das Telecomunicações (+9%), em especial no segmento empresarial (+32%) e a área Audiovisuais e Exibição Cinematográfica (+71,1%), que tinha sido muito afetada pela pandemia.
Nas telecomunicações, as receitas dos particulares também cresceram (+2%), graças ao aumento dos serviços subscritos. Ainda assim, a rentabilidade operacional da NOS foi afetada pela subida dos custos (bens vendidos com menor margem, marketing e publicidade, energia, entre outros), pelo que o EBITDA cresceu apenas 4,8%. Por sua vez, o investimento teve um aumento significativo de 44,9% devido ao programa de implementação do 5G, o que gerou uma subida das amortizações.
A nível financeiro, o resultado melhorou 41,1%, devido a maiores ganhos das empresas participadas e menores custos de financiamento, mas a dívida líquida subiu 16% face há um ano devido ao esforço de investimento no 5G. Contudo, a empresa gera uma boa liquidez recorrente e tem uma política de remuneração acionista muito atrativa.
Mantemos a previsão de lucros por ação de 0,29 euros, em 2022, mas baixamos a de 2023, de 0,30 para 0,28 euros.
O nosso conselho
A melhoria dos resultados trimestrais não surpreendeu, até porque a pandemia tinha afetado muito o período homólogo de 2021. A empresa é sólida financeiramente e bem gerida, mas faltam drivers de crescimento.
Cotação à data da análise: 3,94 euros