A Sonae obteve boas melhorias nos resultados do primeiro trimestre, com o lucro a atingir os 0,022 euros por ação, bem acima dos 0,003 euros obtidos em igual período de 2021, que tinha sido muito afetado pelo contexto pandémico.
Apesar do aumento dos custos (energia…) e da inflação, o grupo conseguiu que as margens de negócio não fossem muito afetadas e manteve uma boa dinâmica ao nível das receitas (+5,1%), com realce para os crescimentos no retalho alimentar (+3,8%), moda (+57,2%) e imobiliário (Sonae Sierra: +24,3%), que mais do que compensaram o recuo da Worten (-4,1%), que já tinha beneficiado do aumento das vendas com a crise pandémica em 2021.
Além disso, os negócios não consolidados integralmente também tiveram uma evolução positiva, nomeadamente nos casos da NOS e do retalho desportivo. Tudo somado, o EBITDA progrediu 17,2%.
Em termos financeiros, os resultados melhoraram 17% e a dívida líquida baixou 39% face há um ano, graças à boa liquidez gerada pelo grupo. Além disso, o custo médio da dívida mantém-se abaixo de 1%, o que é bastante positivo.
O aumento da inflação e a disrupção das cadeias de abastecimento deverão pressionar as margens nos próximos trimestres. Contudo, a Sonae tem uma carteira de negócios bem diversificada e uma estrutura financeira bastante sólida.
Mantemos as estimativas de lucros por ação de 0,11 euros em 2022 e 2023.
O nosso conselho
A melhoria dos resultados é uma boa notícia e, apesar da subida da inflação pressionar a rentabilidade, as perspetivas mantêm-se favoráveis.
Cotação à data da análise: 1,08 euros