Os resultados da Corticeira Amorim no 1.º trimestre foram melhores do que o esperado e acalmaram os nossos receios quanto à vulnerabilidade do negócio ao contexto económico adverso.
As receitas cresceram 17,9% em base comparável (+32% incluindo a consolidação da italiana SACI). Não é uma variação tão impressionante como parece à primeira vista, dado que o trimestre homólogo foi ainda muito afetado pela pandemia. Mas, além do aumento dos volumes, foi conseguida com um aumento dos preços no início do ano e melhoria do mix (mais rolhas premium vendidas), sinais importantes num contexto de inflação elevada.
Os resultados da Corticeira Amorim no 1.º trimestre foram melhores do que o esperado e acalmaram os nossos receios quanto à vulnerabilidade do negócio ao contexto económico adverso.
As receitas cresceram 17,9% em base comparável (+32% incluindo a consolidação da italiana SACI). Não é uma variação tão impressionante como parece à primeira vista, dado que o trimestre homólogo foi ainda muito afetado pela pandemia. Mas, além do aumento dos volumes, foi conseguida com um aumento dos preços no início do ano e melhoria do mix (mais rolhas premium vendidas), sinais importantes num contexto de inflação elevada.
A margem EBITDA recuperou para 16,7% (tinha sido de apenas 12% no 4.º trimestre de 2021), com o aumento das vendas (em preço e em volume) a compensar os maiores custos de energia, materiais, logística e pessoal.
Nas Rolhas (vendas +17,8% em base comparável; margem EBITDA 20,1%), o segmento que dita os resultados da Corticeira, a estratégia é crescer acima do ritmo do mercado dos vinhos, graças às rolhas premium e explorando novos segmentos de mercado nas bebidas espirituosas.
Revemos em alta as previsões de lucros por ação, esperando agora 0,65 euros para 2022 (antes 0,56) e para 2023 contamos com 0,68 euros (antes, 0,64).
O nosso conselho
Os resultados do trimestre restituem alguma confiança quanto à capacidade de manter as margens. Pode manter o título em carteira.
Cotação à data da análise: 9,95 euros