De janeiro a março, o BCP alcançou lucros de 112, 9 milhões de euros, ou seja, 0,007 euros por ação, um valor um pouco acima do que esperávamos e que corresponde a um crescimento de 95,2% face a igual período do ano passado.
Na base da atividade bancária, a margem financeira, obtida pela diferença entre os juros que o banco cobra pelos fundos que concede e que este tem de pagar pelos depósitos dos clientes, cresceu 24,1%. Foi, sobretudo, impulsionada pela subida das taxas de juro no mercado polaco e também graças à descida do spread da remuneração dos depósitos em Portugal.
De janeiro a março, o BCP alcançou lucros de 112, 9 milhões de euros, ou seja, 0,007 euros por ação, um valor um pouco acima do que esperávamos e que corresponde a um crescimento de 95,2% face a igual período do ano passado.
Na base da atividade bancária, a margem financeira, obtida pela diferença entre os juros que o banco cobra pelos fundos que concede e que este tem de pagar pelos depósitos dos clientes, cresceu 24,1%. Foi, sobretudo, impulsionada pela subida das taxas de juro no mercado polaco e também graças à descida do spread da remuneração dos depósitos em Portugal.
As comissões aumentaram 12,7%. Desta forma, a atividade, medida pelo produto bancário, cresceu 21,2%. Por seu lado, os custos operacionais subiram apenas 1,1%, a beneficiar da redução dos custos de pessoal (-2,7%) que foi possível graças ao plano de redução de colaboradores que o banco implementou em Portugal em 2021. Realce ainda para a diminuição do crédito malparado, com o rácio de NPL a baixar para 2% (era 2,8% há um ano).
Perante os bons resultados do trimestre, revemos em alta as nossas estimativas de lucros por ação para este ano, de 0,017 para 0,019 euros e para 2023, de 0,024 para 0,025 euros.
O nosso conselho
Para os próximos tempos, a conjuntura pode ser menos positiva para o setor dado os receios de maior abrandamento económico na Europa, embora a tendência de subida das taxas de juro seja favorável para a banca e o BCP tenha revelado uma melhoria significativa dos resultados no primeiro trimestre.
Cotação à data da análise: 0,17 euros