Apesar de a EUROAPI ter mais de 500 clientes em 80 países, a Sanofi absorve ainda quase metade das suas vendas (contra 46%, em 2021). A empresa procura reduzir esta dependência para 30%. Tem ainda como objetivos para 2022 um volume de negócios de mil milhões de euros (+11% face a 2021) e uma margem EBITDA (excluindo elementos não recorrentes) de 14%. Espera crescer as vendas entre 6 e 7% ao ano e uma margem EBITDA acima de 20%, até 2025.
Cotada a partir de 6 de maio
A Sanofi vai distribuir mais de metade do capital da EUROAPI aos seus acionistas, que vão receber uma ação da EUROAPI por cada 23 ações da Sanofi detidas no fecho do mercado a 5 de maio (lotes menores que 23 ações serão ignorados).A farmacêutica francesa irá conservar 30% das ações, pelo menos nos próximos dois anos. O remanescente (12% das ações) será assumido pelo Estado francês, que pretender tornar-se acionista de referência a longo prazo.
A EUROAPI, a filial da Sanofi, especializou-se no desenvolvimento, produção e comercialização de princípios ativos (API) utilizados na composição de medicamentos. É o número 2 mundial em termos de vendas e é mesmo líder nas moléculas pequenas para medicamentos químicos. No entanto, está ausente das moléculas grandes, destinadas aos medicamentos biológicos.
Apesar de a EUROAPI ter mais de 500 clientes em 80 países, a Sanofi absorve ainda quase metade das suas vendas (contra 46%, em 2021). A empresa procura reduzir esta dependência para 30%. Tem ainda como objetivos para 2022 um volume de negócios de mil milhões de euros (+11% face a 2021) e uma margem EBITDA (excluindo elementos não recorrentes) de 14%. Espera crescer as vendas entre 6 e 7% ao ano e uma margem EBITDA acima de 20%, até 2025.
Cotada a partir de 6 de maio
A Sanofi vai distribuir mais de metade do capital da EUROAPI aos seus acionistas, que vão receber uma ação da EUROAPI por cada 23 ações da Sanofi detidas no fecho do mercado a 5 de maio (lotes menores que 23 ações serão ignorados).
A farmacêutica francesa irá conservar 30% das ações, pelo menos nos próximos dois anos. O remanescente (12% das ações) será assumido pelo Estado francês, que pretender tornar-se acionista de referência a longo prazo.
Investidor: o que fazer?
Continuamos a recomendar a compra das ações da Sanofi, cujas vendas recuperaram o dinamismo graças ao Dupixent (eczema, asma). E apesar do fracasso na pesquisa de uma vacina ARNm contra a covid, a Sanofi continua a ter uma presença significativa no campo das vacinas, não tendo ainda dito a última palavra sobre essa tecnologia.
Quanto à EUROAPI, as projeções parecem interessantes, mas em regra tendem a ser algo exageradas nas entradas em bolsa (IPO). Além disso, não serão pagos dividendos antes de 2025, com a empresa a privilegiar uma estratégia de crescimento.
Finalmente, a entrada do Estado francês no capital, cujas fracas qualidades como investidor são conhecidas, levanta dúvidas, pois o desejo de recuperar soberania num contexto de tensões no aprovisionamento de API na Europa pode chocar com os objetivos do grupo (expansão fora de França para reduzir a dependência da Sanofi, aumento da rentabilidade).
Até que seja conhecido o preço de colocação das ações EUROAPI, recomendamos que mantenha os títulos recebidos.