A NOS apresentou lucros de 0,28 euros por ação em 2021, um valor em linha com o previsto, que equivale a uma melhoria de 56,7% face a 2020 e que já é um pouco superior ao nível anterior à pandemia.
Na base da subida está o bom desempenho das Telecomunicações, cujas receitas aumentaram 4,1%, a beneficiar da subscrição de novos serviços pelos clientes (receita média por cliente subiu 3%).
A NOS apresentou lucros de 0,28 euros por ação em 2021, um valor em linha com o previsto, que equivale a uma melhoria de 56,7% face a 2020 e que já é um pouco superior ao nível anterior à pandemia.
Na base da subida está o bom desempenho das Telecomunicações, cujas receitas aumentaram 4,1%, a beneficiar da subscrição de novos serviços pelos clientes (receita média por cliente subiu 3%). Além disso, a progressiva dissipação das medidas restritivas associadas à Covid 19 impulsionou o negócio de Audiovisuais e Exibição Cinematográfica, cujas receitas progrediram 24,6%, apesar do seu peso ser muito diminuto (não chega a 5% do total).
Assim, as receitas totais do grupo cresceram 4,6%. Todavia, a rentabilidade operacional diminuiu devido ao aumento dos custos, pelo que o EBITDA recorrente subiu apenas 2,5%.
Sem surpresas, a administração da NOS propõe um dividendo líquido de 0,20 euros por ação, igual ao do ano anterior e que equivale a um rendimento elevado de 5,7%.
A conclusão do leilão do 5G, em outubro, trouxe para o mercado nacional novos operadores (DixiRobil e a Nowo, agora com rede própria), o que coloca ainda mais desafios ao crescimento das operadoras, num setor maduro mas que exige forte investimento de capital.
Mantemos a previsão de lucros por ação de 0,29 euros em 2022 e de 0,30 em 2023.
O nosso conselho
Apesar da melhoria dos resultados, a maturidade do mercado nacional e a entrada de novos concorrentes condicionam o crescimento da NOS, que tem no elevado dividendo um dos seus maiores atrativos.
Cotação à data da análise: 3,536 euros