O Santander fechou 2021 com um lucro de 0,47 euros por ação, ligeiramente acima da previsão de 0,44 euros.
Este resultado contrasta com o prejuízo de 0,53 euros em 2020 e revela a melhoria de um negócio que deverá continuar a beneficiar da contenção do crédito malparado, da recuperação económica e de uma subida progressiva das taxas de juro.
O Santander fechou 2021 com um lucro de 0,47 euros por ação, ligeiramente acima da previsão de 0,44 euros.
Este resultado contrasta com o prejuízo de 0,53 euros em 2020 e revela a melhoria de um negócio que deverá continuar a beneficiar da contenção do crédito malparado, da recuperação económica e de uma subida progressiva das taxas de juro.
No entanto, a guerra na Ucrânia dificulta esta recuperação e atrasa a normalização monetária, daí a correção sofrida pela cotação do Santander após a invasão russa.
Agora o banco negoceia a cerca de 6 vezes o lucro esperado de 2022 (0,50 euros) e 0,6 vezes o seu valor contabilístico, rácios muito inferiores à sua média histórica (18 e 0,7, respetivamente), embora em linha com a média do setor.
Além disso, a sua expansão geográfica, cada vez mais orientada para o continente americano (EUA e Brasil são os motores do grupo, contribuindo em partes iguais para 44% do lucro total), joga a seu favor.
A compra de ações para a sua subsequente eliminação constitui uma forma complementar de remuneração dos acionistas. O dividendo em dinheiro de 0,10 euros referente a 2021 representa um rendimento superior a 6%.
O nosso conselho
A guerra na Ucrânia é uma pedra no caminho do banco espanhol, mas os seus fundamentos e a solidez do negócio levam-nos a mudar o nosso conselho de vender para manter.
Cotação à data da análise: 3,032 euros