A Navigator fechou 2021 com um lucro por ação de 0,24 euros, acima dos 0,22 euros que estimávamos. Representa um crescimento de 57% face a 2020.
O volume de negócios aumentou 15% comparativamente ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos preços do papel e da pasta.
A surpresa (positiva) relativamente às nossas estimativas veio na produção de papel no 4.º trimestre: teríamos de recuar a 2017 para encontrar um nível de produção trimestral tão alto (e a 2018 para encontrar semelhante nível de vendas).
A Navigator fechou 2021 com um lucro por ação de 0,24 euros, acima dos 0,22 euros que estimávamos. Representa um crescimento de 57% face a 2020.
O volume de negócios aumentou 15% comparativamente ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento dos preços do papel e da pasta.
A surpresa (positiva) relativamente às nossas estimativas veio na produção de papel no 4.º trimestre: teríamos de recuar a 2017 para encontrar um nível de produção trimestral tão alto (e a 2018 para encontrar semelhante nível de vendas).
A empresa corrigiu também em alta as quantidades de papel produzido que tinha comunicado anteriormente e que nos tinha levado a subestimar o produto disponível para venda.
Aparte isso, os restantes indicadores vieram bastante em linha com o esperado, com a margem EBITDA a ficar nos 22,2% (+1,6 pp face a 2020).
Do ponto de vista financeiro, a empresa continua a gerar muita liquidez, o que lhe permite reduzir paulatinamente a dívida que tinha crescido nos últimos dois anos.
As dificuldades logísticas devem continuar a manter os preços do papel e da pasta temporariamente elevados, pelo que esperamos que o lucro por ação cresça para 0,31 euros em 2022 (antes, 0,28), descendo para 0,26 euros em 2023.
O nosso conselho
A Navigator é uma empresa de qualidade, e ponderámos um conselho de compra. Mas mesmo com fatores externos a impulsionar temporariamente os lucros, a ação não está barata.
Cotação à data da análise: 3,38 euros