Numa altura em que a substituição dos combustíveis fosseis será inevitável, a Galp já trabalha no seu plano para a transição energética, que assenta numa aposta nas energias renováveis e novos negócios e na redução do investimento em novos projetos petrolíferos.
A mudança do CEO, ocorrida há um ano, foi o primeiro passo na adoção desta estratégia.
Numa altura em que a substituição dos combustíveis fosseis será inevitável, a Galp já trabalha no seu plano para a transição energética, que assenta numa aposta nas energias renováveis e novos negócios e na redução do investimento em novos projetos petrolíferos.
A mudança do CEO, ocorrida há um ano, foi o primeiro passo na adoção desta estratégia.
Neste sentido, por um lado, a Galp tem feito várias aquisições na energia solar, em Espanha e no Brasil, com o objetivo de ter em operação 4 GW de capacidade em 2025 e 12 GW em 2030 (face a quase 1 GW atualmente).
Por outro, tem assinado acordos com vista à exploração de outros negócios, como o hidrogénio verde, o processamento químico de lítio para o desenvolvimento da cadeia de valor das baterias ou a implantação de estações de carregamento de veículos elétricos na Península Ibérica.
Este processo de reconversão não será fácil mas a atual conjuntura favorável, dado o elevado preço do petróleo, é uma vantagem pois permite libertar liquidez para investir na transição energética.
Além disso, o negócio do petróleo e gás continuará no portfólio da Galp e mantém boas perspetivas de crescimento, nomeadamente no Brasil.
Enquanto aguardamos pelos resultados anuais (21 de fevereiro), mantemos as estimativas de lucros por ação de 0,71 euros em 2022 e de 0,74 euros em 2023.
O nosso conselho
A conjuntura favorável do setor petrolífero ajudará a Galp a investir na transição energética para atingir a neutralidade carbónica até 2050.
Cotação à data da análise: 9,40 euros