Paridade do poder de compra

Se falamos da hipótese que um dado bem ou produto custa três dólares nos Estados Unidos e três euros na Europa, um dólar e um euro oferecem precisamente o mesmo poder de compra. Contudo, a cotação cambial cria distorções. Se 1 dólar valer, por exemplo, 0,8 euros, aquele produto para um europeu ficará 20% mais barato nos Estados Unidos do que na Europa. É aqui que intervém a teoria da paridade do poder de compra absoluta, segundo a qual uma situação deste tipo não pode perdurar. Para equilibrar o poder de compra nas duas zonas, o euro, que no caso estaria sobreavaliado, deveria depreciar até que a sua cotação face ao dólar fosse igual a 1.

A teoria, mais moderada, da paridade do poder de compra relativa, supõe que as taxas de câmbio entre duas divisas deverão evoluir de tal forma que os habitantes de dois países mantenham, a prazo, o mesmo poder de compra relativo. Um produto idêntico não tem que, necessariamente, ter o mesmo preço em todo o mundo e as diferenças podem existir em função do nível de vida.