Fundos event-driven

A estratégia event-driven é utilizada por hedge funds para gerar rendimentos positivos, independentemente do que se passa na bolsa. Mas é apenas uma “intenção” porque nada garante que estes fundos não possam perder dinheiro.

Os fundos event-driven concentram-se em determinado acontecimento (“event” em inglês) tentando tirar partido dessa situação. Esta estratégia será muito lucrativa se a previsão da sociedade gestora se verificar, caso contrário, a penalização é imediata.

A principal estratégia event-driven é a da merger arbitrage. Tomemos como exemplo a “batalha” pela aquisição do banco Alfa.

A sociedade gestora de um fundo event-driven poderia considerar que a cotação do ABN irá aumentar e que o valor do possível comprador diminuirá proporcionalmente, consoante o montante a pagar. Assim, o fundo compra as ações Alfa e vende, simultaneamente, as ações do potencial comprador sem as possuir (chama-se a isto posição curta ou short, na gíria financeira) na expectativa de as poder readquirir mais tarde por um preço inferior. Se estas hipóteses se verificarem, a sociedade gestora registará um duplo benefício ou, caso contrário, uma dupla perda!

Outra estratégia event-driven chama-se distressed securities e consiste em especular sobre as empresas que atravessam graves problemas financeiros. Neste caso, a sociedade gestora compra ações à espera uma recuperação rápida que faça subir a cotação em bolsa.

Por fim, pode também, através de obrigações de alto risco (junk bonds), apostar numa possível melhoria da solvabilidade da empresa emitente para obter ganhos suplementares.

Em Portugal são comercializados vários fundos especiais de investimento (FEI) cuja política de investimento passa pela compra de hedge funds. Estes FEI funcionam como fundos de hedge funds e, por isso, é natural que nas suas carteiras também incluam fundos com estratégias event-driven.