Fundo de fundos

Os fundos de fundos não são uma categoria específica de fundos. Contudo, a legislação atribui-lhes um estatuto à parte, definindo-os como uma modalidade especial de fundos e impondo-lhes determinadas restrições.

Como os fundos de fundos são constituídos, exclusivamente, por unidades de participação de outros fundos de investimento, embora também possam incluir aplicações com alguma liquidez, a legislação pretende evitar abusos. Por outras palavras, quer impedir-se que um fundo X compre unidades de participação do fundo Y e que, por seu turno, adquira UP do Z, e por aí fora…

Essa prática seria altamente lesiva para o investidor pois levaria ao multiplicar de comissões. Recorde-se que os subscritores têm de pagar as comissões do próprio fundo de fundos e as relativas à gestão e depósito dos fundos em que este investe.

Assim, um fundo de fundos pode deter UP de outros fundos, mas nenhum desses fundos detidos pode ele próprio ser um FF.

A principal vantagem dos FF consiste na maior facilidade de diversificação, tanto dos títulos (ações, obrigações, outros fundos, etc.), como dos mercados ou regiões.

Muitos FF investem principalmente em fundos da própria sociedade gestora, os quais o investidor poderia também subscrever facilmente. Assim, ao aplicar nesses FF sujeita-se desnecessariamente a uma duplicação dos custos, com impacto negativo no rendimento e sem grandes benefícios.

O subscritor de um fundo de fundos assume uma atitude demasiado passiva, quase passando um "cheque em branco" à sociedade gestora, pelo que consideramos preferível constituir uma carteira própria com diversos fundos.