Adidas
Depois de um bom 2018 que resultou num aumento (comparável) no lucro por ação de 20%, a administração da Adidas modera as expectativas de crescimento da atividade para 2019. Sem surpresa, a concorrente Nike, pode vir a estragar a festa.
Danone
A Danone continua confiante nas suas metas para 2020. Um aumento anual do volume de negócios orgânico entre 4 e 5% e da rentabilidade operacional em mais de 16%. O aumento do lucro por ação de 12,8% (a taxas de câmbio constantes), em 2018, numa análise mais em detalhe dos números, exige cautela.
O crescimento da atividade só atingiu 2,9% em 2018 e, enquanto no último trimestre, a Nestlé atingiu +3,7%, a Danone ficou-se nos +2,4%. A rentabilidade operacional caiu 3% para 11,1%. Estes números foram penalizados por um boicote dos consumidores em Marrocos por considerarem os preços demasiado altos.
Mas outras fraquezas subsistem. Por um lado, a Europa e América do Norte permanecem com crescimento lento e o resto do mundo sofre da fragilidade da moeda. Acrescem a estas preocupações a redução dos índices de natalidade na China e o decréscimo na procura da nutrição especializada.
Enagas
A Enagas chegou a acordo com vários fundos de investimento para a compra de quase 11% (dilatável a mais 3,5%) da norte-americana Ta-IIgrass. O papel será o de parceiro industrial. Com o quadro tarifário nacional em análise, a estratégia de aumentar a presença internacional parece acertada.
Ao longo deste ano, o seu principal projeto, o gasoduto do Adriático entrará em operação, reforçando o peso das subsidiárias no exterior. A companhia de gás espera que em 4 anos elas representem 40% do lucro do grupo (contra 19% atualmente). As próximas eleições paralisaram a revisão tarifária, mas tudo indica que haverá um corte de receitas.
General Electric
Por ocasião de uma apresentação sobre as perspetivas de curto e médio prazo do grupo (até 2021), a administração da General Electric confirmou um cenário de recuperação gradual após 2019, que permanecerá marcado por um frágil desenvolvimento do negócio da energia (turbinas) e pela reestruturação em curso. Nenhum aumento de capital está previsto nesta fase.
Iberdrola
O lucro de 2018 da Iberdrola foi de 0,47 euros por ação, excedendo a nossa estimativa (0,44 euros). O volume de negócios recuperou 12%, apesar do impacto negativo das taxas de câmbio nas subsidiárias estrangeiras.
Todas as atividades registaram um excelente desempenho, graças ao retorno da normalidade na produção hidráulica em Espanha, ao aumento da capacidade de produção no México e à estabilização da atividade no Reino Unido. Destaca-se o desempenho da subsidiária brasileira Neoenergía, que beneficiou de melhores tarifas e reduções de custos maiores que o esperado.
Apenas nota negativa para o aumento da dívida, devido ao aumento dos investimentos. No curto prazo, o grupo está a planear novos investimentos em energia eólica offshore e conexões elétricas nos EUA e no Reino Unido.
Waste Connections
Um volume de negócios (VN) da Waste Connections estável no ano passado e uma subida do lucro de apenas 2% poderia arrefecer o interesse dos investidores uma vez que as ações estão a negociar a um preço 35 vezes superior aos lucros esperados para 2019.
No entanto, a empresa consegue compensar a estabilidade do VN pela capacidade de aumentar os preços. Ao concordar em concentrar a sua atividade em áreas suburbanas onde a concorrência é mais fraca, o grupo consegue aumentar regularmente o preço dos seus serviços (+ 4,8% em 2018). Em segundo lugar, o mercado de tratamento de resíduos ainda está muito dividido entre pequenos grupos e a empresa está a seguir com a sua estratégia de crescimento externo, que consiste em integrar players de menor dimensão que sejam complementares à sua oferta, quer geograficamente quer em termos de serviços.
A longo prazo, o crescimento e a lucratividade do setor de tratamento de resíduos beneficiarão tanto das melhorias nas técnicas de recolha e tratamento de resíduos como do crescente peso das questões ambientais.
