BlackRock, Roche, Porsche, Volkswagen
A Roche também foi afetada pela crise no Médio Oriente
A Roche também foi afetada pela crise no Médio Oriente
BlackRock
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A cotação da BlackRock está sob pressão desde que a gestora de ativos limitou os resgates num fundo de crédito privado (26 mil milhões de dólares sob gestão), adquirido no ano passado.
Este tipo de operação é comum neste tipo de fundos menos líquidos. No entanto, ocorre num momento em que alguns mutuários (automóvel, imobiliário...) entram em incumprimento ou suscitam preocupações quanto à sua solidez (infraestruturas para IA, software).
Trata-se de um problema para BlackRock, que fez da diversificação um novo eixo de crescimento. No entanto, as atividades centrais de BlackRock, os ETF, permanecem sólidas e bem orientadas.
Roche
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A Roche recuou após um revés clínico relativo ao giredestrant, o seu tratamento promissor contra o cancro da mama, em combinação com o Ibrance da Pfizer.
O laboratório suíço apresentou, contudo, recentemente um pedido de aprovação deste produto nos Estados Unidos, com base em estudos clínicos anteriores favoráveis. A Roche, igualmente afetada pela queda generalizada dos mercados na sequência da crise no Médio Oriente, continua a representar uma oportunidade.
Porsche
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A Porsche prevê que 2026 não será um ano fácil. As tensões geopolíticas e a crescente concorrência em matéria de preços, sobretudo no segmento dos automóveis elétricos, continuam a pesar nas perspetivas do grupo alemão.
A Porsche estima receitas entre 35 e 36 mil milhões de euros, uma ligeira diminuição face aos 36,27 mil milhões de euros de 2024. No entanto, é esperado um aumento da rentabilidade operacional: a margem operacional deverá situar-se entre 5,5% e 7,5%, após apenas 1,1% registado em 2025.
Estimamos um lucro por ação de 2,19 euros em 2026 e de 2,65 euros em 2027. Aos níveis atuais, a ação está corretamente valorizada, pelo que não alteramos o conselho.
Volkswagen
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A Volkswagen continuará confrontada com um mercado automóvel difícil em 2026. E 2025 já foi complicado, com resultados abaixo das expectativas e em queda de 44%.
Em paralelo com o lançamento de novos modelos, a Volkswagen reforça as medidas de redução de custos para melhorar a rentabilidade face à concorrência na China, a procura estagnada na Europa e as tarifas aduaneiras norte-americanas.