Os CTT divulgaram a nova estratégia para o período 2022-25, a qual reforça as linhas orientadoras mais recentes. Entre elas, realce para a aposta no crescimento, através do negócio ibérico Expresso & Encomendas, que beneficia das boas perspetivas do comércio eletrónico, da crescente digitalização da economia e da reestruturação feita em Espanha (subida das receitas, melhoria da rentabilidade e ganhos de quota de mercado).
Outro vetor de crescimento é o Banco CTT, com o grupo a querer fazer uma parceria estratégica, que inclua um aumento de capital do banco, reservado ao parceiro, em troca de uma posição minoritária. Os CTT esperam ainda celebrar um acordo de distribuição de seguros (ramos vida e não vida) com o potencial parceiro.
Quanto ao negócio de Correio, a queda do tráfego manter-se-á, mas o novo contrato de concessão dos serviços postais dá mais visibilidade e define critérios menos exigentes do que se temia.
Por fim, o grupo está a negociar com um parceiro a criação de uma entidade para gerir melhor o seu património imobiliário.
Assim, até 2025, os CTT preveem um crescimento médio anual de 7 a 10% das receitas e de 14 a 19% do lucro operacional recorrente, em linha com o previsto. À espera dos resultados semestrais (a 27 de julho), mantemos a previsão de lucros por ação de 0,27 euros em 2022 e de 0,31 em 2023.
O nosso conselho
As linhas estratégicas não se alteraram e deverão ajudar os resultados a recuperar, após um primeiro trimestre algo fraco. A expansão do comércio eletrónico é a grande aposta do grupo.
Cotação à data da análise: 3,14 euros