As obrigações são títulos representativos de dívida. Os seus emitentes podem ser Estados soberanos ou entidades supranacionais, e quem detém obrigações de uma empresa torna-se obrigacionista de determinada empresa. Existem dois grandes tipos de emitente de obrigações: os Estados e as empresas privadas.
As obrigações emitidas pelo Estado dão origem à dívida pública, sendo as Obrigações do Tesouro o melhor exemplo.
No que respeita às obrigações particulares, são títulos emitidos por entidades privadas ou públicas, que não têm a garantia do Estado. É o caso das obrigações emitidas pelas SAD desportivas, Mota-Engil ou CUF.
Em resumo, os acionistas são coproprietários de uma empresa, enquanto os obrigacionistas são os seus credores.
Como investir em obrigações com segurança?
Quando se investe em obrigações, emprestando dinheiro a alguém que se compromete a pagar a dívida, importa saber se o devedor é merecedor de confiança. Um dos fatores determinantes para a segurança associada às obrigações é o tipo de emitente.
É preciso um cuidado especial com as obrigações que oferecem rendimentos muito aliciantes, pois estas escondem, por vezes, riscos elevados. A empresa em questão pode ter dificuldades em respeitar os seus compromissos.
O que são Obrigações do Tesouro
As Obrigações do Tesouro (OT) são títulos de dívida emitidos por Estados soberanos com o objetivo de financiar as suas atividades e necessidades de financiamento, como despesas públicas, investimento em infraestruturas, educação, saúde ou refinanciamento de dívida existente. De notar que as obrigações do tesouro dos Estados Unidos têm uma denominação diferente, são chamadas de Treasury Bills (T-Bills).
Quando um investidor adquire uma OT está essencialmente a emprestar dinheiro ao Estado emissor por um determinado período de tempo.
O que recebe o investidor?
Ao investir em Obrigações do Tesouro, o investidor tem direito a:
- Juros periódicos (cupão) - o Estado paga juros ao investidor em intervalos regulares (normalmente anuais ou semestrais). A taxa de juro pode ser fixa ou variável, dependendo das condições da emissão.
- Reembolso do capital no vencimento - na data de maturidade da obrigação, o Estado devolve ao investidor o valor nominal investido.
Relação entre risco e rentabilidade
Regra geral, existe uma relação direta entre o risco do país emissor e a taxa de juro oferecida:
- Países considerados financeiramente mais seguros - pagam juros mais baixos, porque o risco de incumprimento é reduzido. Exemplos típicos incluem economias estáveis e com boa classificação de risco pelas agências de rating como a Moody's, Standard & Poor's ou a Fitch.
- Países considerados mais arriscados - pagam juros mais elevados, como forma de compensar os investidores pelo maior risco de incumprimento ou instabilidade económica.
A reter
-O que são obrigações: São títulos de dívida: quem investe (obrigacionista) está a emprestar dinheiro ao emitente, ao contrário dos acionistas que são coproprietários da empresa.
-Tipos de emitentes: Existem dois principais: Estados (dívida pública, como Obrigações do Tesouro) e empresas (sem garantia estatal e com maior risco).
-Segurança depende do emitente: Quanto mais fiável for o emitente, menor o risco. Rendimentos muito elevados podem indicar maior probabilidade de incumprimento.
-Relação risco vs rentabilidade: Quanto maior o risco do país ou entidade emissora, maior a taxa de juro oferecida — e vice-versa.