Lição Principiante Tempo de leitura: 3 min.
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Autor: Adelino Gonçalves

Lição 2 : Notações de risco

Saiba o que é risco de crédito, como funcionam as notações de rating e porque Moody’s, S&P e Fitch são essenciais para avaliar emitentes.

Como calcular o risco?

O risco de crédito é a possibilidade de a empresa que emite os títulos não conseguir honrar os seus compromissos, isto é, pode não pagar os juros prometidos ou não conseguir reembolsar o dinheiro aplicado. Um instrumento que ajuda os investidores a calcular este grau de risco é a notação de crédito ou rating (palavra inglesa que significa "avaliação").

O objetivo é dar uma ideia da probabilidade de não cumprimento por parte da entidade emissora. Quanto mais elevada for essa probabilidade, pior será o rating da empresa ou do país. Nos mercados mais desenvolvidos, é frequente as empresas sujeitarem-se a este tipo de avaliação.

A nível internacional, as agências mais importantes nesta área são as americanas Moody's, Standard & Poor's e Fitch.

Às notações correspondem, por norma, um conjunto de letras (desde AAA até D), sendo também feita uma repartição entre as obrigações mais adequadas para o investimento (investment grade) e as de cariz especulativo (high yield ou junk).

 

Um Portugal “menos arriscado”

O rating (ou rating de crédito) é basicamente uma nota que avalia o risco de uma empresa, banco ou país não conseguir pagar suas dívidas.

Funciona como uma espécie de “nota de confiança” que vai desde níveis muito altos, como AAA, que indicam risco muito baixo, até níveis mais baixos, que indicam maior probabilidade de incumprimento. Esta classificação é importante porque ajuda investidores a decidir onde aplicar o seu dinheiro, avaliando o equilíbrio entre risco e retorno.

A agência de rating Fitch anunciou a subida do rating da República Portuguesa em um nível, de “A-” para “A”, mantendo a perspetiva estável. Esta é já a segunda melhoria da classificação em menos de duas semanas: no final de agosto, a Standard & Poor’s (S&P) tinha também revisto em alta a avaliação da dívida soberana, passando-a de “A” para “A+”. 

Este acontecimento não apenas reforça a confiança internacional na economia portuguesa, mas também teve um impacto direto nos custos de financiamento do Estado, pois quanto melhor a notação financeira, menores tendem a ser os juros pagos pelo país quando emite dívida. 

Notação atual de Portugal pelas 3 agências:

  • Fitch: A+ (última revisão: 6 de março de 2026)
  • Moodys: A3 (última revisão: 17 de novembro de 2023)
  • S&P: A+ (última revisão: 27 de fevereiro de 2026)
 

A reter


-O que é o risco de crédito: É a probabilidade de um emitente (empresa ou Estado) não conseguir pagar juros ou devolver o capital investido.
-Importância do rating: O rating é uma “nota de confiança” que avalia esse risco, variando de AAA (baixo risco) até níveis mais baixos (alto risco), ajudando os investidores a tomar decisões.
-Principais agências de rating: As mais relevantes são a Moody's, a Standard & Poor's e a Fitch, que classificam a dívida em “investment grade” ou “high yield”.
-Impacto do rating nos custos de financiamento: Quanto melhor o rating de um país (como Portugal), maior a confiança dos investidores e menores os juros que o Estado paga ao emitir dívida.