Lição 5 : Visão geral dos diferentes produtos de investimento
Para os iniciados: ETF são a opção mais simples e prudente.
Para os iniciados: ETF são a opção mais simples e prudente.
São produtos como contas a prazo ou obrigações. Em troca do seu dinheiro, recebe juros regularmente e, em princípio, recupera o capital no vencimento do contrato.
Geralmente considerados mais seguros, pois o capital está normalmente protegido — mas o risco zero não existe: uma empresa ou até um Estado pode entrar em incumprimento.
Incluem ações, criptomoedas, ouro, entre outros. Aqui, compra-se uma parte de um ativo que pode ganhar ou perder valor.
O potencial de lucro é maior, mas também o risco: se o ativo perder todo o seu valor (falência, colapso de mercado), o investidor pode perder tudo.
Muito populares, permitem depositar dinheiro com elevada liquidez (levantamento a qualquer momento). Gera juros modestos e é protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Ideais para o fundo de emergência.
Menos líquido, compromete o capital por um período fixo (3 meses ou 1 ano). Em contrapartida oferecem taxas de juro mais altas que a média das contas a prazo. Os juros e o reembolso do capital são garantidos pelo Estado Português.
Representam um empréstimo a uma empresa ou entidade pública, em troca de juros (cupão) e durante um determinado período. Obrigações soberanas são, em geral, mais seguras que as emitidas por empresas (corporate). Os fundos e ETF de obrigações reúnem dezenas ou centenas de obrigações, diversificando o risco, mas não existe uma data de vencimento.
Comprar uma ação é tornar-se coproprietário de uma empresa. O valor depende dos resultados e das expectativas do mercado. Algumas pagam dividendos, mas sem garantias. Os fundos permitem repartir o risco por inúmeras empresas.
Para a maioria dos investidores, os ETF são preferíveis pela sua simplicidade, baixo custo e desempenho a longo prazo.
Valor de refúgio em períodos de incerteza ou inflação. Não gera rendimentos, mas diversifica a carteira. Pode ser adquirido fisicamente (moedas, lingotes) ou via produtos financeiros (ETF).
Ativos digitais muito voláteis (Bitcoin, Ethereum). Potencial de elevado retorno, mas com riscos muito acentuados: flutuações extremas, incerteza regulatória, riscos de ciberataques. São apenas uma opção para constituir uma pequena parte de uma carteira já bastante diversificada.
Fundos de investimento, mas cujo património é constituído por imóveis (escritórios, lojas, centros de logística) sobretudo em território nacional. Valor historicamente pouco volátil, mas com reduzida liquidez (resgate demorados).
Produto com benefícios fiscais para complementar a reforma. A obtenção das vantagens fiscais implica que os montantes só podem ser resgatados quando cumpridas algumas condições.