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Bactéria perigosa na Alemanha: o que precisa de saber

O surto de E. coli na Alemanha faz relançar o alerta para cuidados de higiene redobrados na preparação de alimentos.

Os primeiros resultados das investigações indicavam que o consumo de tomate, pepino e saladas estaria na origem de infeções com a bactéria Escherichia coli enterohemorrágica, segundo comunicado do ministro da Agricultura alemão. Entretanto, foram lançadas suspeitas sobre outros alimentos. A União Europeia já anunciou que pretende rever o sistema de alerta a alimentos perigosos, para evitar este tipo de alarmes sem base científica. A origem do surto ainda é desconhecida.

No total, contabilizam-se milhares de pessoas infetadas e 25 vítimas mortais pela E. coli. Independentemente da causa, é importante manter bons hábitos de higiene e cozinhar bem os alimentos, quando aplicável.

Cólicas abdominais intensas e diarreia, que se torna hemorrágica na maioria dos casos, caracterizam o quadro clínico. As crianças e os idosos são mais sensíveis, podendo ocorrer destruição dos glóbulos vermelhos e falência renal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, 1 em cada 3 habitantes dos países industrializados sofre, em cada ano, doenças transmitidas pelos alimentos. No nosso país, as estatísticas são escassas: estima-se que os dados oficiais representem menos de 10% da real incidência destes problemas. Os doentes, muitas vezes, não recorrem ao médico e este nem sempre comunica os casos às autoridades de saúde: as doenças não são todas de declaração obrigatória.

Obrigatório ir ao médico

  • Se perder sangue nas fezes ou estas forem negras.
  • Sofrer de diarreia com pus amarelado ou esverdeado.
  • Apresentar sinais de desidratação, como sede excessiva, boca, olhos encovados, pele e língua secas, sinais de irritabilidade e urina menos abundante e mais escura.

 

Identificar e tratar uma toxi-infeção
Algumas toxi-infeções manifestam-se poucas horas após a ingestão de alimentos contaminados. Quando demoram vários dias, é mais difícil descobrir o culpado. Os sintomas podem durar 1 a 2 dias ou várias semanas, consoante o microrganismo responsável. Em geral, o diagnóstico é feito através da descrição dos sintomas. Se for necessário identificar o causador devido à gravidade do problema, o médico pode prescrever análises laboratoriais ao sangue ou às fezes.

Quando as manifestações se resumem a vómitos, diarreia e um pouco de febre, em geral, o restabelecimento é rápido e não requer cuidados especiais. Mas poderá fazer dieta 1 ou 2 dias para os intestinos recuperarem.

Carnes magras grelhadas, peixe magro, cenoura e maça cozidos são boas opções para a dieta. O mesmo acontece com o arroz, pão tostado, banana madura e iogurte magro. Pelo contrário, os cereais integrais, o leite, os citrinos e os legumes de folha verde devem ser eliminados. Estes são ricos em fibra, que acelera o trânsito intestinal.

Ingerir líquidos é essencial, para evitar a desidratação. Recomenda-se, no mínimo, um litro e meio a dois litros de água por dia, em pequenas quantidades, de modo a não vomitar. O chá preto açucarado, sumo de fruta diluído (exceto de citrinos) e a água de cozer arroz também podem ajudar. As soluções de reidratação à venda nas farmácias são dispensáveis, pelo menos, nos casos que não necessitam de intervenção médica.

Cuidados das compras à confeção
No supermercado, deixe os alimentos refrigerados e congelados para o final. Se possível transporte-os num saco térmico e, em casa, guarde-os de imediato no frigorífico ou no congelador.

Lave bem as mãos, utensílios e a bancada da cozinha, antes e depois de preparar cada alimento. Se tiver uma ferida, proteja-a. Em caso de gastroenterite, evite manipular alimentos, para não os contaminar.

Lave os legumes, a fruta e outros alimentos que consome crus em água abundante. Existem produtos específicos para desinfetar, mas são desnecessários se seguir estes conselhos. Em caso de dúvidas sobre a higiene e conservação destes alimentos, é preferível não comer.

Cozinhe bem o peixe e a carne. Se sobrou comida e pretende consumi-la no prazo de 1 a 2 dias, guarde-a no frigorífico (4ºC ou menos). Para mais tempo, congele.

Quando reaquecer os pratos, certifique-se de que todas as zonas estão bem quentes. Aqueça apenas a porção que vai comer.

  Última atualização em maio de 2011
Bactéria perigosa na Alemanha: o que precisa de saber

 
  Este texto respeita o novo acordo ortográfico
 
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