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História
No princípio dos anos 70, face ao primeiro choque petrolífero, com repercussões no aumento dos preços dos combustíveis e de certos produtos importados, um grupo de cidadãos mais esclarecidos e dinâmicos despertou para a necessidade da defesa dos interesses dos consumidores.
Assim, no seio da Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (SEDES), criada para a discussão de temas de interesse nacional, nasceu a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor. Apesar das dificuldades criadas pelo regime, a associação conseguiu legalizar-se a 12 de Fevereiro de 1974. Poucas semanas depois, a democracia estava nas ruas e a DECO contestava os índices oficiais do custo de vida, realizando o seu primeiro estudo comparativo de preços. A DECO começou, nesta altura, a prestar apoio jurídico aos seus associados.
Em 1978, a DECO organizou as Jornadas sobre a Defesa do Consumidor, visando sensibilizar a opinião pública para os direitos dos consumidores. As jornadas despertaram o interesse da comunicação social e, como consequência, as atividades da DECO passaram a ser melhor conhecidas. Estavam pois criadas as condições para o aparecimento de uma revista de defesa do consumidor, que, por sua vez, seria decisiva para o crescimento da associação: surgiu a PROTESTE.
Nos anos 80, a direção da DECO decidiu profissionalizar a sua equipa, ligando-se aos movimentos independentes de consumidores europeus.
Em 1991, surgiu a Edideco, um projeto em parceria com a CONSEUR, organização que reúne associações de consumidores e respetivas editoras, na Bélgica, em Espanha, em Itália e em França.
Mas a expansão da vertente editorial nem por isso fez abrandar a vertente da intervenção social. Pelo contrário: ao longo dos anos 90, a DECO reforçou a sua intervenção na sociedade, representando os consumidores portugueses em inúmeros órgãos consultivos da administração pública e do Governo e participando em diversas comissões da Comunidade Europeia.
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