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Alimentos e ambiente: portugueses querem ligá-los

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Qual a consciência nacional do impacto da alimentação na sustentabilidade? Saiba o que pensam os portugueses que responderam ao nosso inquérito. 

  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho, Dulce Ricardo e Sofia Mendonça
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Filipa Nunes
23 julho 2020 Exclusivo
  • Dossiê técnico
  • Bruno Carvalho, Dulce Ricardo e Sofia Mendonça
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Filipa Nunes
mulher com caixa de legumes numa horta

iStock

Muitos portugueses não fazem uma associação direta entre o impacto da sua alimentação e a sustentabilidade. À observação “os meus hábitos alimentares afetam o ambiente de forma negativa”, 65% respondem com um “discordo”. Porém, quase 13% admite que a sua mesa é inimiga da sustentabilidade. 

Apesar disso, muitos portugueses (79% dos nossos inquiridos) dizem prestar alguma ou muita atenção ao impacto das suas escolhas alimentares. Além dos consumidores portugueses, o inquérito estendeu-se aos seus congéneres belgas, italianos, espanhóis, austríacos, alemães, gregos, lituanos, holandeses, eslovacos e eslovenos. No nosso caso, a consciência da relação entre os nossos comportamentos alimentares e um ambiente mais (ou menos) sustentável é maior entre as mulheres que participaram no inquérito. Os homens mais preocupados com estes temas são os que têm uma situação financeira mais confortável.

Entre os que se preocupam com a questão, que ideia fazem do que poderá ser uma alimentação sustentável? Para 58% é a que representa menos impacto sobre o ambiente. Metade dos inquiridos destacam os alimentos que evitam pesticidas ou que não têm origem transgénica, enquanto 38% escolhem os alimentos tradicionais, pouco processados. 

Conheça o movimento pela sustentabilidade 

Alimentação sustentável cara e inalcançável

Mas o que afasta os portugueses (mais de 70% dos inquiridos) de uma alimentação mais sustentável é o preço. A maioria considera-a cara demais. E quase metade, 42%, queixa-se de falta de informação para transformar os seus hábitos alimentares neste sentido. Daí que só pouco mais de 17% concorde em pagar mais por uma alimentação sustentável. Apesar disso, uma percentagem significativa dos participantes no inquérito assume ter reduzido o consumo de carne vermelha, por razões de respeito ao ambiente (39 por cento).

Apesar de tudo, muitos (75%) manifestam vontade de alterar hábitos alimentares em prol de uma pressão menor sobre o ambiente. Como alterar os hábitos à mesa para termos menos impacto no ambiente? Damos resposta a esta pergunta com várias sugestões para uma alimentação mais sustentável

Alimentar as emissões 

A produção de alimentos representa 26% das emissões globais de gases de efeito de estufa. A provisão de proteínas animais (por exemplo, a carne, os ovos, o leite e o pescado que consumimos) tem um peso considerável neste cenário, conforme podemos ver no gráfico abaixo.

 

Ficha técnica do inquérito

Este estudo foi realizado em outubro de 2019, em 11 países da União Europeia, pelo Bureau Européen des Unions de Consommateurs (BEUC), com a colaboração da DECO PROTESTE. Mais de mil portugueses foram entrevistados sobre o impacto dos seus hábitos alimentares no ambiente, as suas expectativas e atitudes em relação à alimentação sustentável e os obstáculos que enfrentam para efetuarem tais escolhas. Esta amostra é proporcional à população portuguesa, por sexo, idade, nível de educação e área de residência, sendo que os resultados espelham as opiniões e as experiências dos inquiridos.

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