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Repelentes: pele à prova de mosquitos

28 Junho 2011
Repelentes: pele à prova de mosquitos

Para evitar picadas de melgas e mosquitos, proteja a família com vestuário adequado e, se necessário, use um repelente eficaz. Com crianças, escolha um produto indicado para a idade.

Entre a grande variedade de repelentes, em gel, stick ou vaporizador, e de substâncias ativas, a escolha não é fácil. Os princípios ativos sintéticos são mais eficazes do que os naturais, como a citronela e o óleo de andiroba. Se tiver crianças, escolha um produto indicado para a idade. Velas, braceletes e difusores prometem afastar as melgas, mas são pouco eficazes.

Respeite as doses e conselhos de utilização
Uma diretiva europeia enumera as substâncias ativas autorizadas na composição de biocidas, com base em testes de eficácia e segurança. Assim, desde que respeite as doses e conselhos de utilização, não há motivo para se preocupar.

De um modo geral, os repelentes com químicos sintéticos são mais eficazes do que a maioria das substâncias naturais como a citronela e o óleo de andiroba. Quanto maior é a concentração de princípios ativos, mais duradouro é o repelente.

Gestos para salvar a pele

  • Aplique nas zonas expostas do corpo e na roupa, se for indicado, na dose recomendada. Mais quantidade não confere proteção adicional.
  • Não pulverize na cara. Ponha uma pequena porção nas mãos e espalhe. Evite os olhos e a boca. Lave as mãos depois.
  • A maioria dos produtos promete agir durante 6 a 8 horas, mas o efeito passa, geralmente, ao fim de 2 ou 3. Renove a aplicação mais cedo, se necessário.
  • Lave com água e sabonete a pele onde espalhou o produto, sobretudo após várias aplicações. Não aplique sobre feridas e pele irritada.
  • Não pulverize perto de uma chama ou faísca: alguns repelentes são muito inflamáveis.
  • Mantenha o repelente fora do alcance das crianças.
  • Se causar irritação ou outras reações, remova com água e sabonete e contacte o centro de informação antivenenos (808 250 143). Indique a substância ativa.

Não indicados a recém-nascidos

  • Quase todos os repelentes referem ser indicados para crianças, mas nem sempre esclarecem a idade.
  • Mesmo que o repelente anuncie ser seguro em recém-nascidos, não é aconselhável devido aos conservantes e substâncias alergénicas. Proteja os mais pequenos com redes mosquiteiras.
  • Entre os 3 meses e os 2 anos, pode aplicar produtos à base de citrodiol com uma concentração inferior a 50 por cento.
  • A partir dos 2 anos, pode usar citrodiol, picridina e icardina (concentração entre 20 e 30%) ou IR3535 (20 a 35 por cento). Prefira os produtos em gel ou creme aos vaporizadores.
  • Os repelentes à base de óleo de eucalipto e seus derivados (p-mentano-3,8-diol, PMD, mentoglicol, oil of lemon eucalyptus ou citrodiol) só são indicados a partir dos 3 anos.
  • Cuidado com o DEET (N,N-dietil-m-toluamida): este princípio ativo é muito eficaz, mas deve ser usado com moderação, respeitando as instruções da embalagem. Há alternativas tão ou mais eficazes, como a icaridina ou o citrepel.

Destinos exóticos com repelente na mala
Em países com risco de malária ou dengue, transmitidas por picadas de mosquitos portadores destas doenças, justifica-se usar um repelente com elevadas concentrações de DEET (50%, pelo menos).

Vista roupa clara, que atrai menos os insetos, e de malha cerrada, mais resistente às picadas através dos tecidos. Pode também pulverizar a roupa, mas cuidado para que esta não toque nos olhos.

Instale redes mosquiteiras nas camas. Deve igualmente colocar rede no carrinho do bebé. Escolha um repelente indicado para a idade e renove a aplicação segundo as instruções.

Para proteger a pele do sol, aplique primeiro o protetor solar e só depois o repelente. Os cremes solares “2 em 1” com repelente incorporado são menos eficazes.

Marque uma consulta do viajante um mês antes de partir, para tomar eventuais vacinas e medicamentos para prevenir a malária, por exemplo.


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