Não anda longe dos dois mil milhões de metros cúbicos a conta das perdas de água para consumo humano, em 12 anos, pela rede de abastecimento, em Portugal Continental. Estamos a falar de qualquer coisa como 800 mil piscinas olímpicas, meia albufeira do Alqueva ou o volume necessário para abastecer, durante um ano, 30 milhões de pessoas – Portugal vezes três.
Teme-se, contudo, que a situação seja bem pior. Primeiro, porque se trata apenas dos números nos relatórios da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR). Muitas entidades responsáveis pela distribuição não reportam dados ao regulador. Segundo, porque os números não refletem a água dirigida ao setor agrícola, que absorve 70% do volume captado.
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