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Trotinetes elétricas: teste recomenda três e elimina um modelo

Pela primeira vez, testámos 11 trotinetes elétricas em laboratório. Confortáveis e seguras, as trotinetes elétricas são práticas para se deslocar na cidade. Mas uma não cumpre a lei. 

  • Dossiê técnico
  • António Souto e Rui Marques
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Nuno César
26 novembro 2020
  • Dossiê técnico
  • António Souto e Rui Marques
  • Texto
  • Rita Santos Ferreira e Nuno César
Jovem a andar de trotinete elétrica num parque

iStock

Não precisa de carta de condução para guiar uma trotinete elétrica que seja equiparada a velocípede, nem sequer um seguro obrigatório. No entanto, para ser considerada como tal, a trotinete terá de cumprir alguns requisitos: o motor auxiliar deve ter a potência máxima contínua de 0,25 kW e a sua alimentação ser reduzida progressivamente com o aumento da velocidade e interrompida se atingir a velocidade de 25 km/h.

O modelo Skateflash Urban 3.0 ultrapassa essa velocidade e, como tal, não deve ser classificado como velocípede. Por isso, foi eliminado do nosso teste.

Ter uma trotinete elétrica é sinónimo de se deslocar com o mínimo dos esforços. Porém, na hora de investir, garanta que está a optar pela melhor solução: a que tem maior qualidade ao melhor preço. Testámos 11 modelos de trotinetes elétricas em laboratório. Destacaram-se três, todos eles nomeados como Escolhas Acertadas (melhor relação entre a qualidade e o preço). Segurança, conforto e autonomia são três dos critérios que mais importam.

Os preços das trotinetes elétricas variam entre os 254,46 euros e os 499,99 euros.

Se optar pela nossa Escolha Acertada mais barata, que custa, no mínimo, 329 euros, poupará 58 euros, tendo em conta a média das restantes trotinetes testadas.

Deve ainda circular nas ciclovias destinadas ao efeito, não pode conduzir sob o efeito de álcool ou drogas e deve sempre utilizar capacete, por exemplo. Consulte o nosso guia de como circular de trotinete elétrica em segurança.

 

 

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Como testámos as trotinetes

Um dos principais objetivos do teste é avaliar a velocidade média e a distância máxima que pode ser percorrida pelas trotinetes. A avaliação consiste em acelerar desde que a trotinete está parada até atingir a velocidade máxima. O processo é repetido quatro vezes seguidas para 15 e 20 quilómetros por hora. De seguida, é simulado um caminho de 12 minutos em diferentes velocidades e inclinações. O percurso é repetido até a bateria ficar sem carga. Constatámos que, à medida que a capacidade da bateria diminui, a velocidade média também diminui.

Diferenças entre trotinete manual e elétrica

As trotinetes manuais são mais leves e fáceis de transportar, visto que não têm motor, nem bateria. Não requerem muita manutenção, apenas convém verificar os pneus (caso sejam de borracha) e se os parafusos estão apertados. Permitem-lhe fazer mais exercício físico, mas, se o seu objetivo for percorrer longas distâncias, pode não compensar. As “sem motor” são mais baratas. No entanto, cumprem a sua função.

Já as elétricas são trotinetes mais pesadas, em comparação com as manuais. No entanto, ambas devem ser “leves” o suficiente para poderem ser carregadas à mão, em transportes públicos ou escadas. Requerem a mesma manutenção que as manuais, acrescentando ainda os cuidados extra com a bateria. Aconselhamos a seguir as instruções de carregamento para que a bateria dure e a trotinete não perca autonomia.

O esforço de guiar uma trotinete elétrica é menor, o que é ideal para percursos acidentados e longas distâncias. São mais caras, é um facto. Porém, o investimento num modelo elétrico, a partir de 300 euros, compensa, uma vez que, se se deslocar todos os dias de trotinete, poupará, por exemplo, no passe dos transportes públicos.

Feitas as contas, a escolha entre uma trotinete manual ou uma elétrica pode não ser fácil. Dependerá sempre da utilidade que pretende dar. Distâncias a percorrer, frequência de utilização, velocidade e disponibilidade física do consumidor farão toda a diferença.

Como comprar uma trotinete com desconto

 

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