Alimentação Sustentável

A redução do consumo de carnes vermelhas, a escolha de produtos hortícolas e de frutos de acordo com a época e o respeito pelas porções devidas preconizadas pela roda dos alimentos em cada refeição são alguns dos comportamentos que devemos passar a adotar

Convide a sustentabilidade para as refeições

Os dados do desperdício alimentar no mundo e da pegada ecológica deixada pela produção intensiva, da agricultura à pecuária, passando pelas pescas, são preocupantes. Enquanto consumidores, podemos pôr a mesa e servir refeições diferentes. Não é necessária uma mudança radical: alguma atenção e disciplina são os condimentos ideais para esta nova forma de fazermos as refeições. Comprar local e sazonal, sempre que possível, compor a alimentação diária com uma variedade inspirada pela roda dos alimentos, reduzir o consumo de carne (sobretudo a vermelha, de produção mais agressiva para o ambiente), e procure confecionar em casa os produtos mais naturais que encontrar são alguns desses condimentos. Siga estes 10 passos:

  1. Tente comprar local, sazonal (de acordo com a época) e evitar os alimentos que nos chegam por transporte aéreo. Tente prescindir também de alimentos da moda, como o abacate, cujo cultivo é muito exigente em termos de água. Não quer dizer que os risque de vez da sua mesa: basta guardar a sua compra para ocasiões esporádicas e especiais. Consulte o nosso calendário de frutos e legumes em www.deco.proteste.pt/calendario-fruta.
  2. Na sua alimentação diária, inclua leguminosas, por exemplo, na sopa e componha o seu prato de forma a que os legumes ocupem metade, a carne, pescado ou ovos um quarto e o acompanhamento outro quarto. Ingira três a cinco porções de fruta e de legumes por dia, Prefira a fruta, por exemplo, à sobremesa e nos lanches ao longo do dia.
  3. Coma menos carne em geral, substitua a carne de vaca por aves e, no talho, pergunte pela proveniência e modo de produção. Porquê? Quanto maior o animal, maior o seu impacto no ecossistema. Mas esse impacto varia de acordo com o modo de criação. Se for intensivo, usa menos espaço, mas consome muita água, energia e alimentação, vindos frequentemente de longe. Os animais em pastoreio requerem menos água, menos energia e a maior parte da sua alimentação está no local, mas emitem mais metano.
  4. Pode tornar-se vegetariano. Se a sua decisão é convicta e definitiva, deve consultar um nutricionista, para estabelecer um plano que compense a falta de proteínas de origem animal e salvaguarde o aporte vitamínico, fundamental na alimentação.
  5. Se preferir os produtos biológicos, saiba que têm vantagens, mas devem ser encarados na perspetiva de serem locais e sazonais. Senão, estragamos tudo...
  6. Evite os alimentos processados (a pizza congelada, os refrigerantes, por exemplo) ou limite o seu consumo a produtos o menos transformados possível, como, por exemplo, conservas ou legumes congelados, se não tiver alternativas viáveis e práticas.
  7. Prefira confecionar em casa produtos o mais naturais possível, e limite o consumo de ultracongelados a mínimos olímpicos (o menos que conseguir).
  8. Quando for às compras leve um saco para as suas compras a granel, por exemplo, para a fruta e os legumes. Evita, assim, comprá-los em embalagens de plástico. Seja consciente e aprenda a reciclar.
  9. Aproveite excessos de frutas e legumes e que já tenham amadurecido em demasia ou estejam a murchar, e as sobras de alimentos, para a criação de novos pratos, para evitar o desperdício.
  10. Caso o possa fazer, crie a sua própria horta. Consumir produtos colhidos na sua horta ajuda a proteger o ambiente. Por um lado, contribui para economizar no transporte de frutos e legumes de países distantes até aos vários pontos de comércio locais. Por outro, regra geral, traduz um esforço para eliminar o uso de produtos químicos nocivos no solo onde cultiva.
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