Eficiência é a palavra que leva à poupança de eletricidade. Para a casa se tornar mais eficiente, é importante melhorar o isolamento térmico (paredes e tetos) e trocar as janelas por modelos mais eficientes, mas também optar por equipamentos que aqueçam a água e climatizem o ar recorrendo a energias renováveis, ou que produzam parte da eletricidade a consumir em casa. Mas as obras em casa nem sempre ficam baratas, e os equipamentos mais eficientes – ar condicionado, bombas de calor para aquecimento de água ou ar e sistemas solares térmicos ou fotovoltaicos – também implicam um investimento considerável. Para levar os portugueses a tornar as suas casas mais eficientes e, assim, reduzirem a fatura da energia, têm sido criados programas de financiamento do Estado, como o Programa de Apoio a Edifícios Mais Sustentáveis.
Caso o montante para deixar a casa mais eficiente seja elevado e precise de recorrer a um crédito, saiba que há um produto específico – o crédito pessoal para transição energética –, com uma taxa de juro máxima inferior à do crédito pessoal sem finalidade, e com prazos mais alargados.
Crédito não é só para painéis solares
No segundo semestre de 2025, o Banco de Portugal introduziu alterações no regime das taxas máximas aplicáveis ao crédito ao consumo. Esta mudança trouxe o alargamento do tipo de despesas abrangidas pelo crédito "verde".
Até essa altura, o financiamento estava sobretudo associado à compra e à instalação de equipamentos de produção de energia renovável, como painéis fotovoltaicos, ou sistemas solares térmicos. Agora, inclui também intervenções destinadas à melhoria da eficiência energética dos edifícios, incluindo obras. Na prática, os consumidores podem financiar a compra de bombas de calor, a aplicação de isolamento térmico e/ou a instalação de janelas eficientes com classificação energética A+, sistemas de climatização, carregadores para veículos elétricos ou equipamentos de iluminação eficiente.
A maioria das instituições também financia a totalidade das despesas, que inclui a compra dos equipamentos e a montagem. Há ainda as que permitem incluir o valor dos custos iniciais da contratação do crédito, mas esta opção irá encarecer o montante total, pois implica pagar juros sobre esse valor.
A vantagem do crédito para transição energética continua a ser o custo mais reduzido face ao crédito pessoal sem finalidade específica. O Banco de Portugal define limites máximos mais baixos para a taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) – a que engloba todos os custos do crédito. Por exemplo, no terceiro trimestre de 2026, para outro tipo de obras em casa, a TAEG máxima permitida é de 15,3 por cento. Para contratos no âmbito da transição energética, esse limite é de 8,9 por cento.
Verifique se suporta o crédito
Decidida a opção para tornar a casa mais eficiente, consulte mais de um fornecedor e peça orçamentos. Só assim consegue comparar custos e propostas. No caso dos sistemas solares e das bombas de calor, há várias empresas a vender e a instalar, como fornecedores de energia. Algumas empresas incluem o custo da instalação e até permitem pagar os equipamentos em vários meses, sem juros. Mas analise as propostas, pois, no final, pode pagar mais do que se os comprar numa loja e mandar instalar. O melhor é consultar os simuladores da DECO PROteste e certificar-se de que opta pela melhor solução, ao preço mais baixo.
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