O IVA da eletricidade, do gás natural e do gás engarrafado deve descer para 6 por cento. A nossa reivindicação é clara: exigimos o regresso à taxa de 6%, que vigorou até à chegada da troika.
O período de assistência financeira a Portugal teve consequências devastadoras para muitas famílias. A perda real de rendimento disponível foi brutal. Mais desemprego, o aumento dos impostos e a perda de qualidade de vida foram acompanhados por um violento aumento do IVA (na eletricidade e no gás natural), cuja taxa quase quadruplicou, passando de 6% para 23%.
Há números de que Portugal e os seus responsáveis políticos não se podem orgulhar:
O panorama no gás engarrafado é igualmente penalizador para os consumidores. Inexplicavelmente mais caro do que o gás natural, continua a discriminar 2,6 milhões de famílias que não têm alternativa viável. Ao somar a falta de concorrência entre os operadores e os preços elevados, facilmente se compreende a insustentabilidade do IVA a 23% no gás engarrafado para os orçamentos familiares.
Não começámos ontem esta luta. Não é de agora que estamos ao lado dos portugueses e das famílias nesta reivindicação. Há anos que a descida do IVA na energia é uma batalha nossa.
E, por isso, não nos contentamos com a redução anunciada na eletricidade. É necessário que a descida do IVA ocorra em todo o setor da energia: eletricidade, gás natural e gás engarrafado.
E, somos claros, 13% é muito pouco para compensar todos os sacrifícios que os portugueses tiveram de enfrentar. Os portugueses só vão aceitar uma redução para a taxa mínima de 6%, aplicada a todos os serviços públicos essenciais.
Contamos consigo para repor a justiça fiscal no setor da energia,
Os consumidores signatários: