Notícias

Como verificar a qualidade da água da torneira

Início

A água que sai da torneira é segura em todo o País. Além de ser uma opção mais sustentável para o planeta, é também mais amiga do bolso do consumidor.  

  • Dossiê técnico
  • Antonieta Duarte
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Alda Mota
22 setembro 2021
  • Dossiê técnico
  • Antonieta Duarte
  • Texto
  • Ricardo Nabais e Alda Mota
beber água da torneira

iStock

A qualidade da água para consumo humano em todo o território continental é plena. A percentagem de água segura em Portugal Continental é de 99%, um valor considerado de excelência pela Entidade Regula­dora dos Serviços de Águas e Resíduos (ER­SAR).

A mesma entidade adianta que esse desempenho é conseguido em 204 dos 278 concelhos (73% do total) do Continente. Por isso, ao abrir a torneira do lavatório lá em casa pode beber com toda a segurança. As análises à qualidade da água na torneira do consumidor são feitas a vários parâmetros químicos e biológicos, assim como a cheiro, sabor, cor, e até radioatividade. Em qualquer desses critérios, a percentagem de segurança situa-se entre 97 e 100%, e só tem vindo a melhorar ao longo dos últimos cinco anos.

água anos  

De uma percentagem que mal ultrapassava os 60% em 1995, em duas décadas, a qualidade da água passou para valores de 98,6 por cento. Os dados provêm do indicador de água segura da ERSAR.

Ao escolher água da torneira em vez de a comprar engarrafada, além de ser mais amigo do ambiente (deixa de contribuir com resíduos de plástico ou de vidro), consegue uma poupança considerável por ano. 

CONHEÇA O NOSSO PORTAL MAIS SUSTENTABILIDADE

Fizemos as contas para darmos uma noção mais precisa da diferença entre a escolha engarrafada ou ao ritmo da torneira. A poupança depende do consumo. Mas, considerando um consumo diário de um litro de água engarrafada por habitante e o preço médio de 11 cêntimos, o gasto anual é de 40,15 euros. Já em termos de resíduos, são cerca de 60 garrafões de plástico de seis litros.

Agora, multipliquemos por uma família de quatro elementos. A conta anual passa a 160,60 euros em garrafões de água, que têm um impacto sobre o ambiente de mais de 240 garrafões de plástico.

Mas, se uma família de quatro optar por água da torneira, o custo cai de 160,60 euros para 66 cêntimos ao ano. Isto porque, em média, o primeiro escalão da tarifa de água é de 45 cêntimos por metro cúbico. O custo por litro corresponde a cerca de 0,00045 euros. Por isso, caso substitua os garrafões pela água da torneira, pagará o referido total de 66 cêntimos anuais. Por outras palavras, um simples hábito que, ao mesmo tempo, é saudável e não pesa na carteira.  

Filtros para purificar a água são dispensáveis e podem ser prejudiciais

Com o intuito de venderem filtros purificadores, são várias as empresas que contactam telefonicamente os consumidores alegando estarem a desenvolver um estudo nacional sobre a qualidade da água da rede pública e convidando-os a participar, sem custos. Em casa dos consumidores, através de processos químicos, obtêm água com coloração diferente, e informam-nos de que esta não tem qualidade suficiente para ser consumida. Está aberta a porta para a recomendação de um filtro de água, que, alegadamente irá resolver esse problema. Para tal, o consumidor é persuadido a celebrar um contrato para a compra do mesmo.

Esta recolha de amostras não está relacionada com as análises obrigatórias à qualidade da água feitas pela entidade responsável pelo abastecimento de água, como algumas destas empresas alegam. informe-se junto da entidade responsável pela distribuição de água no seu município ou saiba onde consultar. A esmagadora maioria da água da torneira em Portugal cumpre os requisitos de qualidade. Se ainda assim não ficar descansado, pode solicitar análises a um laboratório acreditado.

Na água da rede pública, o uso dos filtros é dispensável e até pode potenciar o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis, além de tornar a água pobre em sais minerais.

De acordo com a lei, o recurso à celebração de um contrato para venda de um bem à distância e através dos diversos meios de comunicação ou em casa dos consumidores implica, sempre e obrigatoriamente, a existência de um contrato escrito, em que se destaca a informação sobre o direito que o consumidor tem de, num prazo de 14 dias, pôr fim ao negócio sem necessidade de qualquer justificação.

Caso tenha contratado com uma empresa e esteja insatisfeito com o produto ou serviço, faça-nos chegar a sua reclamação acompanhada de cópia do contrato celebrado, de modo que, em concreto, se avalie a situação e se esclareçam os seus direitos. Pode recorrer à nossa Plataforma Reclamar, e a sua queixa será encaminhada para a empresa com o nosso apoio.

RECLAMAR

Ao celebrar um contrato de venda, é obrigação do vendedor prestar, oralmente e por escrito, em tempo útil e antes da celebração do contrato, entre outras, as seguintes informações:

  • identidade e endereço do vendedor;
  • características essenciais do bem ou serviço, como o preço e modalidades de pagamento;
  • existência do direito de terminar o contrato no prazo de 14 dias (inclui fins de semana e feriados), por carta registada com aviso de receção enviada ao vendedor.

Se ainda não é subscritor, descubra esta e outras vantagens.

Tornar-me associado

 

Este artigo pode ser reproduzido para fins não-comerciais se for indicada a fonte e contiver uma ligação para esta página. Ver Termos e Condições.