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Condução eficiente: truques para poupar combustível

22 setembro 2020
Homem a conduzir automóvel

Evitar travagens bruscas e engrenar a mudança mais elevada ajudam a uma condução económica e ecológica. Com alguns truques, pode poupar até 20% em combustível.

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A condução económica e ecológica baseia-se na otimização das tecnologias avançadas do automóvel e na utilização eficiente do combustível com mais segurança. Este tipo de condução contribui para reduzir as emissões poluentes e visa a deslocação do carro com recurso à menor quantidade de energia, com pouco desgaste mecânico e o mínimo impacte ambiental.

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Com este tipo de condução consegue menos 20% de emissões de dióxido de carbono e  menos 1 litro aos 100 quilómetros de combustível, em média. Mudar hábitos garante uma boa poupança, mas é necessário planear percursos, perceber os momentos de poupança ou de desperdício e usar técnicas de redução de consumos e emissões para uma condução económica.

Por exemplo, “puxar pelo motor” gasta mais. Até às 2000 rotações por minuto está na zona de poupança. Para pequenas manobras, em estacionamento, nem precisa de pisar ou tocar no acelerador. Com a mudança engatada, levante o pé suavemente da embraiagem. O veículo inicia o movimento de imediato.

Com a observação de tudo o que existe à volta do condutor, evita paragens desnecessárias em cruzamentos, rotundas, passagens de nível ou de peões e semáforos.

Condução menos agressiva poupa tempo na viagem

A condução agressiva rebenta a poupança ao volante. Tal como o travão, o acelerador deve ser operado suave e progressivamente, não como um “interruptor”. Um veículo consome mais energia a acelerar até uma dada velocidade do que a mantê-la. Calçado confortável com sola baixa aumenta a sensibilidade sobre o pedal. Aumentar a distância para o carro da frente evita travagens bruscas e dá margem para reduzir a velocidade, levantando apenas o pé do acelerador. Se precisar de travar muitas vezes, e bruscamente, é porque gastou energia a mais com a aceleração. Solução: manter a velocidade do motor o mais baixa possível, usando mudanças mais altas que confiram baixa rotação.

As acelerações intensas desgastam mais os pneus, a embraiagem, os amortecedores e o motor. Respeitar os limites de velocidade e manter a velocidade (por exemplo, usando o cruise-control em autoestrada) beneficiam o consumo.

É importante conduzir com a mudança mais elevada possível. Assim que conseguir meter a 2ª, suba de relação tão depressa quanto puder. A 40 km/h pode já ter a 4ª engrenada e para a 6ª chegam 60 km/h. Contudo, a partir dos 80 km/h, mesmo já em 6ª velocidade, terá de exercer mais pressão no acelerador, o que significa injetar mais combustível para o motor, aumentando o consumo.

No arranque, não tem de esperar que o motor aqueça, nem acelerar em ponto morto. Assim que ligar a ignição, carregue no pedal da embraiagem e arranque em primeira, passando para segunda logo que percorra a distância equivalente ao comprimento de um carro.

Muitos condutores deixam o carro deslizar em ponto morto em zonas com grandes descidas, o que é um erro. Com a caixa desengatada, o motor continua a consumir. A ação correta é manter o carro engrenado e utilizar o motor como travão. Ao retirar o pé do acelerador, não consome combustível porque a alimentação é cortada.

Vamos a contas. Em condições normais, metade do tempo ao volante é passado em velocidade estável, a cortar a alimentação e a fazer o corte do motor, e a outra metade em paragem, aceleração e travagem. Com estes truques de ecocondução pode, facilmente, dedicar até 70% do tempo ao primeiro período, ou seja, a seguir viagem com uma velocidade estável.

A surpresa é geral quando se fala em poupar tempo: nalguns casos, pode demorar menos a efetuar o mesmo percurso com a ecocondução. Poupa a carteira, ganha conforto e não demora mais. Dicas simples como engrenar a mudança mais elevada tão depressa quanto possível e evitar acelerações e travagens súbitas são a base da condução eficiente. A poupança chega aos 20%, o que equivale a cerca de € 380 se fizer 30 mil quilómetros por ano. Se forem dois condutores em casa, poupa cerca de 760 euros.

Poupar está nas mãos do condutor e só depende da decisão certa em cada trajeto. Há, inclusive, empresas especializadas que ensinam estes truques nas formações em ecocondução.