Seminário Internacional Comemorativo do 35.º Aniversário da DECO
Os Auditores Externos das Grandes Empresas e Agências de Rating08/04/2009
Referimo-nos a entidades independentes sem a tutela de grandes empresas, mas que, no entanto, lhes prestam serviços importantes, exemplificando, relatórios detalhados de controlo do seu funcionamento ou emissão de comentários não solicitados sobre a sua situação e perspectivas económico-financeiras, identificando o seu perfil de risco na atribuição de crédito e possíveis investimentos.
Auditores externos examinam periódica e detalhadamente os relatórios de contas e documentos sobre os quais se pronunciam. O relatório dos auditores é utilizado por accionistas, instituições financeiras, clientes e fornecedores para uma melhor avaliação sobre a empresa em causa. Esta análise deverá ser independente. Por esse motivo, reivindicamos que deveria ser vedada aos auditores externos a prestação de serviços de consultoria, pois tal poderá influenciar a sua independência na auditoria às contas.
As agências de notação de risco de crédito (rating ) não têm informação em primeira-mão. Contudo, as conclusões a que chegam sobre as empresas envolvem muita responsabilidade, pois muitas e diversas entidades dependem delas para as suas tomadas de decisão, no que respeita a um pedido de empréstimo ou a um investimento de risco nos títulos ou acções dessas empresas.
No quadro da presente crise económico-financeira têm sido encontradas grandes deficiências na qualidade do trabalho desenvolvido pelos auditores e agências de notação de risco de crédito (rating).
Teria sido muito útil o conhecimento da razão destas deficiências e / ou superficialidade nas análises feitas pelos auditores e agências de notação de risco de crédito (rating ) e a observação de que mudanças deveriam ter sido introduzidas para ultrapassar estes problemas.
Para o futuro, a metodologia e o funcionamento deverão ser controlados por uma entidade supervisora e o conflito de interesse entre os controlos e os conselhos dados pelas agências eliminados. As agências têm de ser responsabilizadas em caso de erro ou negligência graves.
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